sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dia internacional das mulheres que exercem a prostituição


A Pastoral da Mulher de Belo Horizonte, Unidade Oblata em MG, aproveitou esta data para debater a vulneração de direitos que sofrem as mulheres que exercem a prostituição, e para realizar ações de promoção da sua saúde.

A data é comemorada em alusão ao dia 2 de junho de 1975, quando 150 prostitutas ocuparam uma igreja em Lyon, na França, para denunciar violências e perseguições que sofriam por parte das autoridades locais.

Alice Carolina fez bela apresentação
A Pastoral da Mulher de Belo Horizonte teve hoje, dia 2 de junho, uma programação especial.  O evento iniciou com uma apresentação musical. Recebemos uma bailarina de dança do ventre que deu um autêntico show. A performance foi muito bem recebida pelo público, que aplaudiu a dança e a bela coreografia.

Depois apresentamos a cartilha “Dicas de seguranças para as profissionais do sexo”.  Elas convivem diariamente com o risco de agressões físicas, psicológicas e sexuais. Uma dura realidade que permanece invisível para a sociedade brasileira. A cartilha foi elaborada com base em informações de garotas de programa, atendidas pela Pastoral de BH,  que foram vítimas ou presenciaram casos de violência  e traz desde dicas de segurança, como recusar homens muito alcoolizados ou drogados,  até orientações básicas sobre  como avaliar atitudes potencialmente perigosas de clientes. A orientação geral é que a profissional do sexo tenha sempre o controle da situação: decidir o que aceita fazer ou não e desistir do programa se pressentir algum problema.
                             Isabel C. Brandão , psicologa da Pastoral apresentando a cartilha


Imagem do vídeo "Garota de programa, assedio no bar"


A continuação foi debatido outro dos graves problemas que afetam às mulheres que exercem a  prostituição: o preconceito  e a discriminação. A exibição de dois vídeos de sensibilização realizados o ano passado pela Pastoral da Mulher,  “Batom com preconceito – Comparando as putas com a gente?”( https://dialogospelaliberdade.com/2016/02/15/dialogos-provoca-reflexao-com-o-video-batom-com-preconceito-comparando-as-putas-com-a-gente/) e  “Garota de Programa – Assédio no bar”  (https://dialogospelaliberdade.com/2015/11/05/garota-de-programa-assedio-no-bar/)   ajudaram a provocar a discussão. É preciso lidar com a discriminação, assédio e insegurança. Os estereótipos e desqualificações têm sido continuamente reforçados pelo imaginário social, pelo machismo, pelos meios de comunicação de massa, gerando consequências como a vulnerabilidade de direitos, entre outros.

 A diretora do Grupo de teatro MOBS, Janaina Starling



O a Grupo de Teatro Mobs, da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social (Smaas) da Prefeitura de Belo Horizonte , apresentou a esquete “O Nome Delas”. O esquete encenou com poesia e música a busca pelo reconhecimento dos valores e a luta por direitos e respeito da mulher . “A esquete visa valorizar as mulheres do mundo moderno e evidenciar as vitórias e as mazelas sofridas durante a construção da história”, ressalta a coordenadora e atriz do Grupo Mobs, Janaina Starling. Após a apresentação teatral, houve um breve bate-papo com o público sobre o tema tratado na peça.

A professora da Escola de Enfermagem da UFMG Eliana Villa

Posteriormente a Professora Eliana Vila, da Escola de Enfermagem, ofereceu orientações sobre cuidados básicos de saúde e higiene e deu começo à  Oficina de Saúde com apresentação de manequins do corpo humano, ginecológico e parto, aferição de pressão,  autoconhecimento e prevenção do câncer de mama.





A professora Eliana Villa, com os estudantes: Daiane Peres, Thais Abreu,Herbert Junior, Luiz Felipe e Ingrid Rayana


O evento terminou com uma grande confraternização entre todos e um deliciosos lanche.

Um comentário:

Teresa Kurimoto disse...

Parabéns a todos os que fazem de ideias brilhantes uma realidade que acrescenta dia aos dias de vida das mulheres!!!