sexta-feira, 27 de novembro de 2009

JORNAL GRITO MULHER - EDIÇÃO 109 - OUT/NOV 2009

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EU NÃO TE QUERO ENXAQUECA....


CONHECENDO A ENXAQUECA


No mundo em que vivemos, estamos constantemente expostos a momentos de estresse, cansaço, falta de sono, preocupações excessivas, alimentação inadequada etc. Tais problemas acabam por ocasionar dores de cabeça que podem estar relacionadas a problemas de visão, problemas emocionais e outros. Mas também podem ser ocasionadas por uma síndrome conhecida como enxaqueca.



Diferente de uma simples dor de cabeça, a enxaqueca é um conjunto de sintomas, cuja causa ainda não está bem esclarecida. Muitos especialistas defendem a idéia de que a enxaqueca pode ser causada por uma alteração química em nosso organismo. Nosso corpo pode ser comparado a uma máquina e, quando esta máquina não está funcionando corretamente ela começa a emitir sinais que nos fazem perceber que algo está errado. A dor representa um destes sinais. Para que eles sejam transmitidos, temos que produzir determinadas substâncias conhecidas como neurotransmissores. Quando a pessoa tem enxaqueca, estas substâncias estão sendo produzidas de maneira incorreta, o que provoca as crises de dores de cabeça.



Suas características principais são: dores de cabeça repetitivas, podendo ocorrer em qualquer local da cabeça, inclusive na face, geralmente com sensação de que a cabeça está pulsando, com intensidade de dor moderada a intensa, usualmente acompanhada por náuseas e vômitos. A dor pode durar de 3 horas a 3 dias e a pessoa pode apresentar incômodo intenso com a claridade, com barulhos (ou até ruídos) e com determinados cheiros que se tornam insuportáveis, além de falta de concentração, tontura e irritabilidade.



Outra característica comum é a aura, uma espécie de "aviso", que alguns chamam de "premonição", pois a pessoa começa a ter sensações estranhas minutos ou até horas antes de apresentar a dor de cabeça, que são devidas a alteração no cérebro que ocorre antes da crise. Estas sensações podem ser: alucinações visuais, similares a luzes ou linhas piscando em seu campo visual, perda progressiva da visão passando a enxergar somente parte de objetos, formigamento da língua, lábios, braços e pernas, alterações da fala, bocejos constantes e necessidade repentina de algum alimento. Este fenômeno dura de 20 minutos a 1 hora. Vale lembrar que um em cada cinco portadores de enxaqueca apresenta esse "aviso" – a aura.



Apesar das poucas informações sobre a enxaqueca, sabe-se que ela é hereditária, ou seja, transmitida de pai para filho. Ela pode ser desencadeada por diversos fatores, como: freqüentar lugares muitos claros ou barulhentos, alterar a rotina do sono, atrasar refeições, ingerir determinados alimentos (café, álcool, queijos, vinhos, cerveja, embutidos como salsicha, mortadela, presunto, etc; frituras como pastel, quibe, coxinha e outros), alguns tipos de medicamentos, cansaço, ansiedade, crise emocional, período menstrual, inalação de poluentes e até exercícios físicos excessivos podem ser suficientes para provocar uma crise. Mas estes fatores variam muito de pessoa para pessoa. O ideal é conhecer o próprio corpo e identificar quais hábitos podem desencadear uma crise.



Uma ideia bastante comum para os portadores de enxaqueca é a associação da doença a problemas no fígado ou no estômago. Como a dor forte pode causar náuseas e vômitos, é comum que haja um desconforto e a sensação de enjôo, mas na verdade não existe nenhuma alteração nestes órgãos, e sim uma sensação causada pela dor. O acompanhamento médico é necessário para um correto diagnóstico e para ajudar a identificar quais os fatores que desencadeiam a crise. Na consulta, a pessoa deverá falar de todas as características de sua dor, como o local, intensidade, duração, freqüência e os fatores que a desencadeiam. Talvez seja necessário a realização de alguns exames para descartar outras doenças. A partir do diagnóstico e buscando a prevenção das crises, é recomendado que seja evitada a exposição a estes fatores e observado os resultados obtidos. Caso as dores e crises permaneçam, deverá ser iniciado o tratamento medicamentoso específico para a síndrome, sob prescrição médica.



É importante saber que, se a pessoa tem mesmo enxaqueca, os analgésicos comuns não são eficientes para acabar com uma crise. Estas dores só podem ser tratadas com medicações específicas para enxaqueca, porque o uso de analgésicos comuns contribui para cronificar as dores e causar o chamado Efeito Rebote, no qual a dor passa quando a pessoa toma o remédio, mas retorna após algumas horas, por vezes, mais forte. Os medicamentos específicos para o problema, utilizados da maneira correta, conseguem diminuir ou extinguir a dor sem necessitar de doses mais altas, que podem ser um risco para a saúde. Alguns médicos trabalham com a terapêutica alternativa e indicam tratamentos como florais, homeopatias, massagens e acupuntura para acabar ou prevenir as crises, mas também sob orientação clínica.



Algumas dicas que podem ajudar no tratamento da enxaqueca: evitar o consumo excessivo de cafeína (máximo de 3 xícaras de café por dia), ter um ritmo de sono regular (6 a 8h por dia), evitar jejuns prolongados e exposição ao sol forte; manter alimentação adequada e no horário, evitando alimentos que possam causar crise e evitar situações de estresse.



Referências Bibliográficas:
BENNETT, J.C; PLUM, F. Cecil Tratado de Medicina Interna. Vol 2, 20ª edição, Ganabara Koogan, RJ, 1997. H.P. RANG; M. M. DALE; J. M. RITTER, et al Farmacologia. 6ª edição Elsevier, SP, 2007. ABC da saúde: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?181
Elaborado por: Alessandra Martins, Maria Thereza Magalhães,
Renata Slaib. Acadêmicas da Escola de Enfermagem da UFMG
Orientadora: Professora Eliana Aparecida Villa. Escola de Enfermagem da UFMG

Quais serão as consequências da efetivação do projeto da Nova Guaicurus?


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Faz algum tempo tivemos notícia de um projeto de lei que pretendia requalificar a tradicional rua Guaicurus no centro da cidade. Pelo projeto, a área seria tranformada em eixo cultural e ponto residencial, afastando a zona de prostituição. O vereador Alexandre Gomes, autor do citado projeto (Nº 1.450/2007), comentou, na época em que a proposta estava em pauta para ser discutido e votado pelos parlamentares, que "a área física está deteriorada e a degradação humana, principalmente, precisa ser reduzida ao máximo". Ao entrar em contato com a Central de atendimento da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), tivemos acesso à situação do projeto. Consta que a tramitação foi finalizada e até hoje o vereador Alexandre Gomes não reativou o processo, considerando-se que ele foi reeleito.

Mas, o Programa Centro Vivo da Prefeitura de BH, que começou a ser implantado em 2004, conta com uma etapa que prevê a construção de hotéis e revitalização na rua Guaicurus para servir à Copa do Mundo de 2014. A prefeitura pretende dar maior atenção a esta parte do centro, conhecida como baixo meretrício. A "plástica" nessa área seria a última etapa do projeto. De acordo com Maria Caldas (gerente de Projetos de Articulação Urbana da PBH), outras medidas como a transformação de imóveis comerciais em moradias destinadas a famílias carentes, devem manter uma certa diversidade no perfil de moradores. Um pré-projeto prevê que a região passe por uma ampla requalificação. Os galpões ocupados por sex shops, bares, hotéis, cabines etc, poderão vir abaixo, desde que não sejam tombados como patrimônio histórico.

A preocupação da Pastoral da Mulher em relação a este projeto é o fato de não levar em conta, ou pelo menos, não trazer à tona alternativas para as mulheres que se encontram nos hotéis. Muitas já são idosas e estão há mais de 20 anos na prostituição (algumas até residem nos locais). Sobre as condições de higiene e estruturais, a vigilância sanitária já deveria atuar, e não esperar um projeto de revitalização para agir. Enfim, nosso posicionamento é: qualquer decisão sobre modificações na área, deve contar com a opinião de todos e todas as interessadas, especialmente das mulheres (cerca de 3.000 mulheres) que ali se encontram, pois configuram a parte mais vulnerável. O diálogo e busca pela melhor qualidade de vida das pessoas é uma forma de reduzir a degradação humana. Estamos em busca de maiores informações e procuraremos mantê-las informadas, até mesmo para se prepararem e lutarem por seus direitos.
Redação APMM/BH

Referência: Hoje em dia - Ana Paula Lima e Augusto Franco - Ago/09; Câmara Municipal de Belo Horizonte; PBH.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dia 25 de novembro - Dia Internacional de Não violência contra a mulher



Por uma sociedade mais
humana, que se mobilize pela efetividade
dos direitos da mulher.

Pela dignidade e respeito.

Pela cidadania e
políticas públicas favorecendo
todas as classes, raças e gêneros.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Oficina - Violência contra a Mulher: Tecendo Redes



Programação

08:00 – Credenciamento
08:30 – Abertura com apresentação das participantes e programação
09:00 – Mesa: A construção da Política Pública de Atenção as mulheres vitimas de violência em Minas Gerais – Cláudia Madrona
Pacto Estadual de Enfrentamento a violência contra Mulher – Eliana Piola

10:45- Intervalo
11:00 – Fala e Debate sobre Direitos sexuais e reprodutivos e violência contra a mulher
12:30 – Almoço
13:30- Vídeo – O fim do silêncio
14:00 – Construindo estratégias em rede para enfrentamento a violência contra a mulher
Fala e debate- Representantes dos movimentos presentes
14:45 - Trabalho em grupo
15:30- Encaminhamento das propostas e avaliação do encontro
16:30 – Café e encerramento



Data: 21 de Novembro de 2009
Local: Sede do Movimento do Graal no Brasil
Rua Pirapetinga, 390 – Serra
Belo Horizonte – Minas Gerais
Ônibus: 4108, 4103, táxi lotação seta verde 9 descer próximo ao Hotel Qualit

Realização: Rede Mulheres e Educação, O Movimento do Graal no Brasil.

Parcerias: Rede Feminista de Saúde – Regional Minas Gerais, Marcha Mundial de Mulheres,AMB,Alem, MPM,

Apoio: MISERIOR, Fundação Luterana,Um dia de Oração

Comacom comemora o Dia da Consciência Negra

A Coordenadoria Municipal dos Assuntos da Comunidade Negra (Comacon), da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania, promove durante todo o mês de novembro palestras, debates, fóruns, exposições e lançamento de projetos em comemoração ao Dia da Consciência Negra em todas as regio­nais de Belo Horizonte. No dia 20 de novembro será lançado a campanha “Qual Sua Raça/Cor?”, com o tema “Políticas de Promoção da Igualdade Racial”.
Em todo o país, em torno da data, são rea­lizadas comemorações com palestras, debates e apresentações culturais, entre outros eventos. Todos com temas voltados para a inserção do negro no mercado de trabalho, medidas contra a discriminação e políticas de cotas universitá­rias. As principais festividades são realizadas em conjunto com o Movimento Negro.
Para a coordenadora da Comacon, Maria das Graças Rodrigues, “essas atividades são importantes como instrumentos de mobilização para destacar a necessidade de promoção da igualdade racial”. E ressalta que na sociedade brasileira ainda impera uma série de mecanismos de exclusão da população negra.O dia 20 de novembro celebra o Dia da Consciência Negra.
A data foi escolhida em função da morte do Zumbi dos Palmares, o mais importante líder dos Quilombos dos Palmares. O dia também é dedicado à reflexão sobre a inserção dos negros na sociedade. Também relembra a resistência à escravidão, desde a primeira chegada ao solo brasileiro.
Fonte: Prefeitura de BH

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Aviso

De 03 à 06 de novembro a Pastoral segue em Avaliação interna,
não realizando atendimentos.
No dia 09 de novembro, as atividades voltam ao normal.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

4ª Amostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul



5 de outubro a 10 de novembro de 2009


Entrada Gratuita


Local de exibição:


Cine Humbert Mauro - Palácio das Artes


Acesse

www.cinedireitoshumanos.org.br


e confira a programação completa em Belo Horizonte.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FALA MULHER - TEMA MATERNIDADE SEGURA


VII SEMINÁRIO GÊNERO EM QUESTÃO: DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS – O ABORTO EM DEBATE


VII SEMINÁRIO GÊNERO EM QUESTÃO: DIREITOS SEXUAIS E
DIREITOS REPRODUTIVOS – O ABORTO EM DEBATE

"Tratar os direitos relativos à sexualidade e a reprodução como
direitos de cidadania e como direitos humanos,
é considerar o caráter eminentemente humano e político da procriação".


Data: 29 de setembro de 2009 (Terça-feira)
Horário:de 18:00 às 22:00 horas
Local:Rua Espírito Santo, 505, Auditório 18° – Centro.
Belo Horizonte – MG.

Inscrições : gratuitas e feitas através do e-mail:

seminariodireitossexuais@gmail.com
, até 24/09.
Informações: no CMDM com Marisa 3277.4336

Participe e divulgue!
As vagas são limitadas! Será conferido certificado!

PROGRAMAÇÃO:


18:00:Credenciamento e Lanche
18:45:Mesa de Abertura
19:00:Documentário : O fim do silêncio
19:10: Fala dos palestrantes:
- Neusa Cardoso de Melo - COMPLETAR
- Representante da Marcha Mundial de Mulheres: Ações da Frente Nacional pelo fim da criminalização do aborto
- Francisco Viana: Direitos Sexuais e Reprodutivos: atendimento dos casos previstos em lei no serviço público de saúde .
- Representante da Secretaria Municipal de Saúde: Contexto dos atendimentos a mulheres vítimas de violência sexual na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.
Mediadora: Isabel Cristina de Lima Lisboa – Presidente do CMDM e Professora da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte
20:30:Debate
21:00: Conclusão dos Palestrantes
21:30: Encerramento


Instruções:Clique em encaminhar, preencha e envie para:seminariodireitossexuais@gmail.com NÃO SERÁ ACEITA OUTRA FORMA DE INSCRIÇÃO


FICHA DE INSCRIÇÃO Nº
(preenchido pela coordenação do evento)


Nome completo:
Gênero:
Cor/raça:
Endereço: Nº Complemento:
Bairro:
Cidade:
Estado: CEP:
Telefone pessoal: Celular
E-mail:

Profissão/Cargo:
Entidade a que se vincula:
Telefone Comercial: Fax:
Endereço: Nº Complemento
Bairro:
Cidade:
Estado:
Termo de Compromisso:
Ao enviar minha inscrição, eu me comprometo a estar presente ao evento no horário marcado e em caso de desistência, avisarei com antecedência até o dia 24/09/09, ficando minha vaga disponível para ser preenchida por outro interessado.


Maiores informações pelo telefone 3277.4346

(Horário: de 9:00 às 12:00 e de 13:00 às 17:00)



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

JORNAL GRITO MULHER - EDIÇÃO 108


Clique nas imagens e leia o nosso jornal!

GRITO MULHER - PÁG. 02


GRITO MULHER - PÁG. 03


GRITO MULHER - PÁGs 04 E 05


GRITO MULHER - PÁG 06


Jornal Grito Mulher - Pág. 07

Jornal grito Mulher - Pág. 08

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Letramento, Orientação EducAcional e Alfabetização Digital na Pastoral da Mulher


No Segundo semestre de 2009, a Pastoral da Mulher incluirá entre suas atividades o Letramento, dando continuidade a um processo iniciado por algumas mulheres no ano passado. Também abrirá espaço para orientação educacional voltada à preparação para exames supletivos de Ensino Fundamental. Esta demanda surgiu a partir de uma enquete que foi realizada junto às mulheres dos hotéis. Os dias e horários para tais atividades ainda serão definidos.


Também daremos continuidade aos cursos de Introdução à Informática e Internet. Segundo Vinícius Camatta (professor do Telecentro), algumas mulheres não-alfabetizadas ou semi-analfabetas que utilizam a internet nos horários de acesso livre, demonstraram interesse pela leitura e pelo estudo de modo geral. Ressalta-se que o atendimento nesses casos acontece de modo quase particular, pois estas mulheres demandam maior atenção e disponibilidade do agente nos momentos de aprendizagem.


Temos noção de que o saber ler e escrever, fazer contas, interpretar e argumentar são requisitos para a inserção da cidadã (o) na sociedade. E, além disso, como nos encontramos na chamada “Era da Informação”, sempre rodeados e cada vez mais conectados aos programas digitais e à internet, faz-se necessária um outro tipo de inclusão, que passa pela Alfabetização digital.
Aprender a usar os recursos tecnológicos e as ferramentas de comunicação digital são fatores importantes para que as pessoas sintam-se incluídas na sociedade como um todo.


Quando falamos em Alfabetização Digital na Pastoral da Mulher, abordamos a tecnologia a favor do aprendizado.


“Algumas alunas começam a se interessar e aprender o alfabeto por meio do teclado. Através de jogos interativos de português e matemática vão se familiarizando ou relembrando conteúdos da escola. É o despertar para um novo mundo, para outras perspectivas e conhecimentos. Inclusive, algumas destas mulheres quiseram retornar à escola formal (Vinícius Camatta)”.


No próximo semestre teremos um novo plano de ensino para os cursos de informática, que será trabalhado de modo mais sistemático. O novo plano incluirá, além das aulas programadas, oficinas para o desenvolvimento pessoal que abordarão temas como espiritualidade, cidadania, projeto de vida, entre outros. Temos recebido orientação do Centro de Inclusão Digital e Social dos Franciscanos, no que se refere ao planejamento e material do curso. Além de continuarmos com a valiosa parceria com o programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil.

ENCERRAMENTO DO 1º SEMESTRE

Inclusão Digital

Exposição dos trabalhos do semestre
Na tarde do dia 30 de junho, realizamos uma exposição dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas e cursos da Pastoral da Mulher durante o 1º semestre de 2009. Foram expostos panos de prato, resultado do curso de pintura em tecido (ministrado pela irmã Leonira camatta), bijuterias com miçangas, bijuterias e bolsas em macramê.

Abrimos essa tarde com uma dinâmica que objetivava uma reflexão a respeito das angústias que surgem no momento em que nos aventuramos em uma nova jornada, um novo aprendizado. Tocou-se em sentimentos como o medo de não dar conta, de não conseguir seguir em frente, concluindo-se a dinâmica com um incentivo e depoimentos das mulheres sobre o percurso que realizaram durante as oficinas e cursos, lembrando que podemos sim ter boas surpresas na vida e superar obstáculos.

Em seguida, deu-se a entrega de certificados para as mulheres que tiveram uma participação mais efetiva no curso de Introdução à informática. Também entregamos um documento simbólico para aquelas que participaram da primeira fase das oficinas e cursos da Pastoral. Esta ação configurou-se como incentivo para que elas dêem continuidade às atividades, parabenizou-as, reconheceu o esforço e marcou o encerramento de uma etapa.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bibliodrama

Sobre o Bibliodrama

O bibliodrama é um método de interpretação de textos sagrados. É uma hermenêutica com um método próprio. O grupo é o espaço preferencial do bibliodrama para a compreensão do texto, pois este deve passar pela vivência corporal de cada pessoa, para que seu sentido encontre ecos de experiência comum entre a vida expressa no texto e a vida de quem procede à leitura. Na compreensão do bibliodrama, o texto bíblico é escrito, sua história foi vivida, e tem a sua sacralidade, a nossa vida cotidiana é um texto vivido, ainda em movimento – e este texto da nossa vida também tem a sua sacralidade. O bibliodrama põe em diálogo estes dois textos – o da Bíblia e o da nossa vida e da vida das pessoas que nos cercam. O bibliodrama faz isso por meio de um método muito especial, com estudo, diálogo e dinâmica.

Na hermenêutica bibliodramática é possível lidar com papéis, estruturas e modelos de classe, etnia, idade, gênero... e, neste jogo se confrontar, inverter, questionar, perceber os limites dos clichês já determinados. Assim, mulheres podem se colocar no papel de Moisés, ou de Jesus; e homens podem se colocar no lugar de Tamar ou da Concubina do Levita de Juízes 19. Bem como, mulheres se colocam no papel de outras mulheres, como Fenena e Ana, e a partir daí buscam afinidades ou lutas e revoltas afins com personagens dos textos. E aí são analisados como estes papéis funcionam e qual era o seu lugar na sociedade da época e na de hoje. Permite que falem também, por exemplo, as filhas e os filhos de Fenena (que era a “outra” esposa do marido de Ana. 1 Sm 1), ou que entre em cena a mãe do filho pródigo, ou que falem as mulheres que vivem no harém de Salomão. Podemos analisar famílias e seus conflitos e ver como os homens exercem seus papéis na família dos textos e vida de hoje, ver como são os casamentos, a religião, a sociedade, as relações de amor e de poder, as doenças, as alegrias e os sofrimentos, etc.

No bibliodrama cada personagem ou situação do texto é enfocada e estudada com atenção. Essa possibilidade desconstrói o paradigma do heroísmo e do individualismo, do personagem herói ou heroína, típico da sociedade ocidental. Elisabeth Naurath vê como, uma tarefa fundamental do bibliodrama “não apenas a construção de uma ponte entre texto e experiência pessoal, entre passado e presente, mas também dentre estas, vencer em nossa consciência cotidiana habitual a divisão entre corpo e alma.” A Bíblia testemunha experiências de fé que se definem pela condição corporal e vital, como por exemplo, nos milagres de curas, ou na transformação da água em vinho – para a continuidade da festa, da alegria, da convivência, ou na multiplicação da comida. Este retrato bíblico da corporeidade nas suas várias dimensões implica em que a interpretação dos textos bíblicos requer “uma ‘re-tradução’ da Palavra para a experiência corporal”. Trata-se de entender a Bíblia através da vivência dos textos e de uma dinâmica de interpretação que nos traz de volta o sentido profundo dos textos sagrados.

Bem-vindas e bem-vindos para uma bela e nova leitura da Bíblia.

Anete Roese

Convite - Bibliodrama

Data: 04 e 05 de Julho
Horário: Sábado de 8h30 às 17h
Domingo de 8h30 às 12h
Local: Instituto Izabela Hendrix – Rua da Bahia 2020
Taxa: R$ 30,00
Assessora: Prª. Anete Roese

Não perca esta oportunidade!
Inscreva-se até 29 de junho.

Ficha de Inscrição – Bibliodrama

Nome______________________________________

Rua_________________nº_______Bairro_________CEP__________Cidade___________________ UF___Fone ( )___________ e-mail __________________


Centro de Estudos Bíblicos – CEBI MGRua da Bahia 1148 sala 1204 – Centro – CEP 30 160 906 Belo Horizonte MGFone: (31) 3222 1804 site cebimg.org e-mail cebimg@terra.com.br

A responsabilidade de ser mãe: diferentes escolhas podem expressar o amor materno

Texto publicado no Jornal Grito Mulher - maio 2009
Muito se fala sobre adoção, guarda, denúncia ao Conselho Tutelar, mas poucas pessoas verdadeiramente dominam estes conceitos e sabem o que de fato significam na vida das famílias que passam por situações dessa natureza. Em verdade, apesar de o assunto ser voltado para o campo jurídico, estamos falando de sentimentos, emoções, de vidas humanas.

Quando pensamos nesses temas, temos que ter em mente que a lei tem por finalidade resguardar, principalmente, o interesse da criança ou adolescente. Nos tempos modernos, percebemos que nem sempre a família ampara o menor como deveria, zelando pelos seus direitos. Assim, para que essa situação não continuasse a acontecer, foi elaborada a Lei nº 8.069 de 1990 , mais conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para os fins da lei, considera-se criança a pessoa até 12 anos de idade, e adolescente, o indivíduo de 12 a 18 anos. Aos dezoito anos, a pessoa atinge a maioridade civil, isto é, passa a ser responsável pelos seus atos e também por sua subsistência.

O ECA¹ prevê uma série de direitos fundamentais das crianças e adolescentes, que não podem ser violados, nem mesmo pela família do menor. São alguns deles direito à vida, à saúde, à educação, à convivência familiar saudável, ao lazer, à liberdade, entre outros. Assim, se a criança vive com a mãe que faz uso de entorpecentes (drogas), esta situação viola o direito à convivência familiar, protegido pelo Estatuto. Se os pais mantêm o filho adolescente preso, esta situação afronta o direito à liberdade do jovem. Nos casos em que há desrespeito a um direito da criança ou do adolescente, surge a necessidade de deixar o menor aos cuidados de uma família substituta. Esta situação pode se dar de duas maneiras: guarda ou tutela. São situações muito semelhantes. Na tutela, os pais biológicos perdem o poder sobre o filho, que passa a ser exercido por um tutor (a) nomeado (a) pelo juiz. Na guarda, a nova família deve prestar assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente. Ainda nessas ocasiões, o caso pode ser levado ao Conselho Tutelar.

O Conselho Tutelar, ao contrário do que muitos pensam, não é órgão do Poder Judiciário. É órgão permanente, da sociedade. Cada município deve ter ao menos um conselho, formado por cinco membros escolhidos entre pessoas idôneas², maiores de 21 anos, da comunidade. O Conselho é responsável por aplicar medidas protetivas dos menores, tais como requisição³ de tratamento médico, orientações diversas e, nos casos mais graves, colocação em abrigo ou em família substituta. O Conselho também pode tomar medidas quanto aos pais ou responsáveis pela criança ou adolescente, por exemplo advertência, obrigação de matricular o filho e acompanhar a freqüência escolar, até a perda da guarda, destituição do pátrio poder (direitos e deveres dos pais em relação aos filhos menores de idade), que são as mais severas.

O Conselho Tutelar deve ser visto como um órgão de auxílio, a quem os pais ou responsáveis devem recorrer para obter as orientações de como lidar com situações difíceis relativas a crianças e adolescentes. Como já destacado, apenas em situações muito graves, em que haja um desrespeito inaceitável aos direitos dos menores, o Conselho poderá tomar medidas mais drásticas. As decisões do Conselho somente podem ser revistas pelo juiz da Vara de Infância e Juventude, sempre a pedido dos interessados. Assim, a mãe que teve a perda da guarda do filho deve pedir em juízo a alteração desta decisão.

E, por fim, mas não menos importante, devemos falar da adoção. É necessário destacar que entregar uma criança para adoção não é crime. Pelo contrário, pode ser considerada como um dos mais belos atos de amor, desprendimento e amadurecimento da mãe, ciente de que não poderá dar ao seu filho condições dignas de vida. O que não pode ser feito, nestes casos, é abandonar o bebê à própria sorte, como vemos todos os dias nos telejornais, em latas de lixo, vias públicas. O mais correto é deixar a criança aos cuidados do Juizado na Infância e da Juventude mais próximo. Caso não seja possível, deixar aos cuidados do hospital em que foi realizado o parto também é viável.

Após a entrega da mãe biológica, esta criança é levada a um orfanato, e passa a aguardar pela adoção. Enquanto isso, pessoas interessadas fazem seu cadastro junto ao Juizado da Infância para adotar uma criança. Assim, há um longo processo judicial, em que são verificadas as condições das pessoas que desejam adotar, a adaptação da criança no seio desta família e, caso todos estes procedimentos indiquem que a convivência será saudável, o juiz autoriza a adoção.

É preciso lembrar que, antes de tudo, a maternidade deve ser sinônimo de amor, de desprendimento. E que esse amor pode ser expresso de diversas maneiras, ao se garantir uma vida digna para o filho, seja pela entrega para adoção, pela guarda a outra pessoa da família ou pelos próprios pais. É apenas uma questão de possibilidades.

Artigo de Karina Brandão Rezende Oliveira
Formação: Procuradora do Estado de Minas Gerais, Mestranda em Direito pela UFMG.

Pequeno dicionário
ECA¹: Estatuto da Criança e do Adolescente
Idônea²: pessoa capaz, correta, apta a exercer
atos civis e políticos.
Requisição³: solicitação, pedido ou requerimento.



Confira alguns textos publicados no Jornal Grito Mulher - Edição Maio/2009


MATERNIDADE - MITO E REALIDADE
Será que na realidade toda mulher quer ser mãe?
Não! A cultura - isto é, o companheiro, os amigos, os futuros avós - todos cobram, mas nem toda mulher quer ser mãe. Embora, às vezes, queira engravidar. Porque a gravidez pode lhe trazer vantagens. Mas e o filho? A questão da maternidade, isto é, de gerar um filho, é mais complexa no ser humano. A fêmea humana é muito diferente das fêmeas de outras espécies - de uma ovelha, por exemplo - embora seus órgãos internos sejam muito semelhantes.

Temos um corpo que não é só físico ou biológico. Ele é atravessado, marcado por uma história. A história é de cada mulher. E é essa história que vai alterar e definir as escolhas. Em nosso corpo carregamos um aparelho destinado a procriar e, no entanto, não significa que ele tenha de cumprir essa função. O ser humano não é definido por seus instintos, ele é mais do que isso.

Hoje a mulher pode ter o controle de seu corpo, então, ser mãe é uma escolha, uma opção, e não um determinismo biológico. Mas mesmo assim escuto muitas mulheres que se sentem culpadas e até desnaturadas por não terem esse desejo. Ao mesmo tempo, acompanho outras que sofrem por não conseguirem engravidar. O que acontece? Como estava dizendo, não é suficiente a natureza ter dotado a mulher de órgãos reprodutores e da produção de hormônios. Na espécie humana, para que uma fêmea se torne mãe, é preciso que esses aparelhos estejam em consonância com o psiquismo dessa mulher.

Os motivos que levam a mulher a querer ou não ter filho variam muito. Alguns nem estão muito evidentes e podem estar relacionados com traumas, e outros já são bem objetivos. Com a evolução dos tempos, a mulher passou a ter novas funções na sociedade, abrindo assim um leque de ambições e oportunidades. Dessa forma a maternidade deixou de ser a única saída para que a mulher se sentisse valorizada. Por isso, ser mulher não significa ter de ser mãe. Além disso, ser mãe é uma função para a qual se requer habilidades específicas e acima de tudo interesse em desempenhá-la.


Considero importante tratar esse assunto para que, ao ter mais consciência desse papel, a mulher se liberte desse determinismo biológico e faça sua opção. Por quê? Uma criança que vem ao mundo necessita de alguém que lhe dispense cuidados específicos.

O bebê humano, diferentemente de um bezerro, nasce despreparado para sobreviver. Não só porque o seu sistema nervoso não está pronto - o que só vai se dar por volta dos dois anos - mas porque ele requer mais que os cuidados com a alimentação. Por seu desamparo, o bebê humano necessita de uma pessoa específica, que vai lhe dar aconchego decifrando seu choro de desconforto e lhe oferecendo alívio. Dessa pessoa específica espera-se uma disponibilidade e uma dedicação que vem de quem tem desejo de ser mãe e de ter um filho/a.

Além disso, é importante deixar bem claro que nem sempre aquela pessoa que gerou e pôs no mundo a criança vai ter condições de desempenhar essa função. Veja bem: não é necessário fazer cursos para aprender a cuidar de um bebê (isso pode até ajudar nos aspectos práticos). Ao se estabelecer uma relação de atenção e interesse com o bebê, esse aprendizado vai se dando naturalmente. Quantas babás, que não freqüentaram escolas, são hábeis na profissão?


O bebê humano precisa de alguém que estabeleça com ele uma relação de afeto. Alguém que, ao lhe oferecer o leite, possibilite também um contato caloroso. É desse contato, dessa ligação que o bebê vai deixando de ser só um corpo de carne e osso e começa a ser marcado, a fazer registros de sua história.


O bebê humano precisa de alguém que o alimente, mas que também alivie seus desconfortos, que o acalme, que lhe assegure seu bem estar. Este primeiro relacionamento da criança vai influir em suas ligações futuras. Com uma base segura de confiança nessa pessoa, ela poderá mais facilmente ampliar seu mundo.


Artigo de Solange Delgados PassosFormação: Psicologia pela UFMG; Formação em Psicanálise - GREP - Grupo de Estudos Psicanalíticos e SPP - Seminário da Prática Psicanalítica- Jul/93; Experiência em Psicologia Clínica direcionada para adultos e adolescentes há mais de 20 anos. soldelpas@hotmail.com


Aids: vencendo a transmissão vertical do HIV

A Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que é uma contaminação pelo vírus HIV. Esse vírus ataca células de defesa do organismo diminuindo ou até impedindo o combate de outras doenças, expondo a pessoa a um maior risco de se infectar por outras doenças. Existem três tipos de transmissão do HIV:
•Transmissão sanguínea: ocorre quando uma pessoa não contaminada pelo HIV entra em contato com o sangue contaminado, que pode ocorrer por meio da transfusão sanguínea ou compartilhamento de agulhas e objetos cortantes.•Transmissão sexual: as secreções trocadas pelos parceiros durante o ato sexual estão contaminadas pelo vírus, por isso o sexo vaginal, anal ou oral são meios de contaminação.
•Transmissão Vertical: ocorre quando a criança é contaminada pelo vírus durante a gestação (quando o vírus atravessa a placenta), durante o parto (quando o bebê entra em contato com sangue e secreções maternas) e durante o aleitamento, onde o bebê entra em contato com o leite contaminado.

Vale lembrar que a camisinha deve ser usada sempre, mesmo pelas pessoas soropositivas (contaminadas pelo vírus HIV) uma vez que ela protege a mulher e o parceiro de um novo contato com o vírus, o que pode aumentar sua quantidade no organismo. A camisinha também protege de outras doenças sexualmente transmissíveis.
Sobre a transmissão vertical:

A transmissão vertical é a principal via de infecção pelo HIV na população infantil. Para prevenir a transmissão do vírus da mãe para o filho, é necessário e muito importante que a gestante procure o Centro de Saúde para fazer o pré-natal e iniciar o tratamento precoce visando evitar a contaminação do bebê, garantindo assim a saúde da mãe e da criança.

A primeira medida é a gestante pedir para realizar o exame Anti-HIV que é feito de maneira gratuita e sigilosa. Caso o exame indique que a gestante é soropositiva ela entra imediatamente em tratamento para impedir a contaminação do bebê. Alguns dos cuidados a serem tomados:
•Uso de medicamentos antiretrovirais (AZT) que impedem a multiplicação do vírus, reduzindo sua quantidade no organismo, o que trará benefícios para a mãe ao impedir o avanço da doença e para o bebê, diminuindo suas chances de se contaminar. A mulher deverá tomar o medicamento a partir da 14ª semana de gestação.
•Também o bebê ao nascer vai ser tratado, tomando o AZT na forma de xarope durante as 6 primeiras semanas de vida.
•Realização de exames periódicos: para acompanhamento do quadro e melhor controle da medicação.
•Parto: surgindo as primeiras contrações, a gestante deve procurar imediatamente o hospital, pois se deve evitar o contato do bebê com o líquido da bolsa ou no parto, com as secreções ou sangue maternos favorecendo a contaminação. Por isso o parto pode ser programado, do tipo cesariana, para evitar riscos.
•Aleitamento: a mulher soropositiva não deve amamentar o bebê, uma vez que o vírus está presente em seu leite. É indicado que a criança receba o leite artificial específico e gratuito, já que ele fornecerá todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável.

É importante que o pré-natal seja realizado o mais cedo possível, aumentando as chances do bebê em não se contaminar com o vírus. Todo o processo do pré-natal e cuidados citados são direitos de toda gestante e são garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Seguindo então os devidos cuidados, a mãe e o bebê poderão ter uma vida muito mais feliz, tranqüila e saudável.

Bibliografia:MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância e Saúde. Manual de Recomendações Para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes, 2004Elaborado por: Ana Luiza Gomes Barbosa; Dálian Cristina Rocha; Renata Slaib Belico Caria – alunas do Curso de Graduação em Enfermagem da UFMG. Orientação: Profa. Eliana Aparecida Villa











APMM/BH no VII Encontro Formativo da Rede de Pastoral Oblata


Durante os dias 12,13 e14 de maio, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte se integrou às irmãs e agentes dos projetos pastorais oblatas, a fim de participar do VII Encontro Formativo da Rede de Pastoral Oblata. O tema deste ano foi os “Encantos e armadilhas da sexualidade humana: defesa de leis e princípios e ou defesa da vida”, que contou com a assessoria de Ivone Gebara [1]. A abertura foi feita pela Ir. Ivoni Grando, coordenadora provincial das oblatas, que, além de dar as boas vindas, refletiu sobre a importância do encontro e do fortalecimento do espírito da Rede. Estiveram presentes cerca de 40 irmãs e agentes dos projetos de Juazeiro (BA), Salvador, Belo Horizonte, Santo Amaro (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

O Encontro proporcionou uma abordagem teórica, debates e reflexões acerca de itens como: aborto, homossexualismo, prostituição e ética, métodos contraceptivos e legalização da prostituição. Isso trouxe um aprofundamento em torno de assuntos polêmicos e que estão presentes na realidade do trabalho desenvolvido junto às mulheres em situação de prostituição.

Ivone Gebara conduziu os debates e nos aproximou de temas que ainda se configuram como tabu, que levantam dúvidas e questionamentos. Também nos instigou a estudar e nos aprofundarmos mais em determinadas questões. Dentre suas abordagens, ressaltaram-se assuntos como “guetos culturais”, interferências do nosso olhar sobre o mundo e modos de viver a vida, a sexualidade humana dividida entre encantos e armadilhas, a complexidade das relações humanas, entre outros.

No decorrer de exposições e debates, houve a troca de experiências vivenciadas nas realidades dos projetos, apontamento de leis, o levantamento da importância do empoderamento das mulheres e do engajamento de todas e todos na batalha pela efetivação de uma sociedade mais justa. Seguimos então, ponderando sobre temas, em busca de posicionamentos que não sejam taxativos, mas sim reflexivos.

1-Irmã Ivone Gebara é doutora em Filosofia e em Ciências Religiosas; ministra cursos e profere palestras por todo o Brasil sobre a Hermenêutica feminista, novas referências éticas e antropológicas e os fundamentos filosóficos do discurso religioso. É autora de vários artigos e livros, como: As águas do meu poço (2005), O que é Teologia (2006), O que é Teologia Feminista (2007), publicados pela Editora Brasiliense.

MISEREOR NA PASTORAL DA MULHER

Da esq. para a direita: Elisangela, José Manuel Uriol, irª Lúcia Webler e Anselm Meyer

Dia 20 de maio, a Pastoral da Mulher recebeu a
visita de Anselm Meyer, representante da Misereor,
parceria que ajuda a estruturar nosso trabalho em
prol das mulheres em situação de prostituição. Seu
auxílio contribuiu para a aquisição de móveis e
outros materiais essenciais para o desenvolvimento
do projeto.

Misereor é uma Obra Episcopal de Cooperação
para o Desenvolvimento, fundada na Alemanha, em
1958, como organização contra "a fome e a doença
no mundo". Tem como missão:
* combater as causas da miséria que se manifesta
em forma de fome, doença, pobreza e outras formas
de sofrimento humano, sobretudo nos países da
Ásia, da África e da América Latina;
* possibilitar às pessoas atingidas uma vida digna;
* promover a justiça, a liberdade, a reconciliação e a
paz no mundo.

Com a colaboração de nossas parcerias e agentes,
seguimos junt@s, na batalha pela justiça social.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A "Pastoral da Mulher" como um espaço de visibilidade e reconhecimento


Por Mauricio Burbano A., S.I.

A “Pastoral da Mulher” em Belo Horizonte tem seu centro de atendimento na Av. Santos Dumont, próximo à rodoviária da cidade. Na área circundante, pode-se observar um intenso movimento de pessoas e carros, além de um concorrido comércio formal (lojas) e informal (vendedores ambulantes). Perto deste lugar se encontra a “Praça Rio Branco” mais conhecida como “Praça da Rodoviaria” que é um dos pontos onde se concentra a prostituição. Esta praça não é lugar para se ficar e desfrutar em família, mas sim, um lugar de passagem; com sua tonalidade cinza, tem certo ar de invisibilidade. Perto desta praça está a estreita Rua
Guaicurus, paralela à Av. Santos Dumont. Na Rua Guaicurus encontram-se os hotéis onde acontece a prostituição. Para um pedestre desprevenido, estes hotéis podem passar invisíveis a primeira vista, uma vez que a área é rodeada por varias lojas com intenso movimento comercial.
A invisibilidade desta zona da cidade se reflete no oficio mesmo da prostituição. O “cliente” visita os hotéis, como se não houvesse passado, já que não quer ser identificado. Por outro lado, as mulheres também ocultam sua identidade. Elas adotam um nome fictício (apelido) e freqüentemente vem de longe: São Paulo, Espírito Santo, Bahia. Desta maneira, elas evitam ser reconhecidas por familiares ou achegados.

Em contraste com a invisibilidade que gira ao redor da prostituição, a “Pastoral da Mulher” é uma pastoral urbana da “visibilidade”. Tem-se um letreiro claramente legível, produz-se material impresso (folhetos, cartões) e digital (
http://pastoraldamulherbh.blogspot.com/) que brindam visibilidade. Por outro lado, esta pastoral é um espaço de “reconhecimento”. As mulheres são chamadas pelo seu próprio nome e celebra-se a vida junto a elas: aniversários, natal, dia da mulher, etc. No “cantinho da paz”, as mulheres partilham seus problemas, angústias, alegrias, sonhos e esperanças sem temor de serem julgadas. Esta visibilidade e reconhecimento passa também pelo exercício da cidadania. Desta maneira, a Pastoral da Mulher promove atividades ligadas à inclusão social e cidadã, tais como marchas públicas, oficinas de capacitação, e outras. Visibilidade e reconhecimento são duas dimensões que possibilitam à mulher em situação de prostituição resgatar seu valor e dignidade de pessoa.
VERSÃO ESPANHOL

La "Pastoral de la Mujer" como un espacio de visibilidad y reconocimiento
Mauricio Burbano A., S.I.

La “Pastoral de la Mujer ” en Belo Horizonte tiene su centro de atención en la Av. Santos Dumont, cerca de la terminal de buses de la ciudad. En el área circundante, podemos observar un intenso movimiento de personas y carros, además de un concurrido comercio formal (almacenes) e informal (vendedores en la calle). Cerca del lugar se encuentra la “Praça Rio Branco” más conocida como “Praça da Rodoviaria” que es uno de los puntos en donde se concentra la prostitución. Esta plaza no es un lugar para quedarse y disfrutar en familia, sino más bien es un lugar de
paso; con su tonalidad grisácea, adquiere cierto aire de invisibilidad. Cerca de esta plaza está la estrecha calle “Guaicurus”, paralela a la Av. Santos Dumont. En la Guaicurus se encuentran los hoteles donde se ejerce la prostitución. Para un transeúnte desprevenido, estos hoteles pueden pasar invisibles a primera vista, por cuanto el área está rodeada de varios almacenes con un intenso movimiento comercial.
La invisibilidad de esta zona de la ciudad se refleja en el oficio mismo de la prostitución. El “cliente” visita los hoteles, como si no hubiese pasado, ya que no quiere ser identificado. Por otro lado, las mujeres también ocultan su identidad ya que adoptan un nombre ficticio y frecuentemente vienen de lugares lejanos: Sao Paulo, Espíritu Santo, Bahía. De esta manera, evitan ser reconocidas por familiares o allegados.
En contraste con la invisibilidad que gira alrededor de la prostitución, la “Pastoral de la Mujer” es una pastoral urbana de la “visibilidad”. Se tiene un letrero claramente legible, se produce material impreso (folletos, tarjetas) y digital (
http://pastoraldamulherbh.blogspot.com/) que brindan visibilidad. Además, esta pastoral es un espacio de “reconocimiento”. Las mujeres son llamadas por su propio nombre y se celebra la vida junto a ellas: cumpleaños, navidad, año nuevo, día de la mujer, etc. Las mujeres comparten en el “cantinho da paz” sus problemas, angustias, alegrías, sueños y esperanzas sin temor a ser juzgadas. Esta visibilidad y reconocimiento pasa también por el ejercicio de la ciudadanía. Para ello, se organizan actividades que promueven la inclusión social y ciudadana: marchas públicas, talleres de capacitación, etc. De esta manera,
visibilidad y reconocimiento vienen a ser dos dimensiones que posibilitan a la mujer en situación de prostitución rescatar su valor y dignidad de persona.