Acolher a Deus no nosso interior
quer dizer pelo menos duas coisas. A primeira: não colocar Deus sempre longe e
fora de nós, quer dizer, aprender a escutá-lo no silêncio do coração. A
segunda: descer Deus da nossa cabeça até ao profundo do nosso ser, quer dizer,
deixar de pensar em Deus só com a mente e aprender a percebê-Lo no mais íntimo
de nós.
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domingo, 4 de junho de 2017
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Lava-pés: um gesto subversivo
Jo 13-17 é um processo iniciático
em que os discípulos são inseridos progressivamente em um projeto utópico de
comunidades novas, onde os papéis socialmente predominantes e estruturantes da
sociedade greco-romana são denunciados e subvertidos através de uma
gestualidade que denuncia os papéis opressivos dos senhores e pretende
construir uma relação paritária em uma comunidade chamada no seu conjunto para
assimilar profundamente os ensinamentos do seu mestre.
domingo, 2 de abril de 2017
O desafio de soltar a vida
Lázaro está presente em cada
um, não está morto, apenas dorme. As fontes da alegria, as fontes da
criatividade e da confiança, as fontes do agradecimento e das
bem-aventuranças... não estão mortas; estão adormecidas e necessitadas de que
alguém tire os escombros e afaste a pedra que bloqueia o impulso da vida. E
cabe a nós, como seguidores(as) de Jesus, despertá-las com a voz, com os
gestos, com o olhar, com as mãos.
sábado, 1 de abril de 2017
“Sonho com uma Igreja em saída, não autorreferente, que não passe longe das feridas do homem”, escreve Francisco
“Sonho com uma Igreja em saída,
não autorreferente, uma Igreja que não passe longe das feridas do homem, uma
Igreja misericordiosa que anuncie o coração da revelação de Deus Amor que é a
Misericórdia”. O Papa Francisco quer famílias que continuem sendo “uma boa
notícia para o mundo de hoje”.
sábado, 18 de março de 2017
Samaritana: história de uma sede
“Senhor, dá-me dessa água, para
que eu não tenha mais sede...” (Jo 4,15)
Como a samaritana, também diante
de nós se apresenta uma alternativa: continuar buscando água viva e
justificação em poços secos e esgotados ou eleger “vida eterna” e deixar-nos
arrastar pela oferta de transformação proposta pelo Jesus que nos busca, porque
deseja ampliar nossa existência e comunicar-nos alegria e plenitude.
domingo, 5 de março de 2017
A nossa grande tentação
A nossa grande tentação é hoje
converter tudo em pão. Reduzir cada vez mais o horizonte da nossa vida à mera
satisfação dos nossos desejos; fazer da obsessão por um bem-estar sempre maior,
ou do consumismo indiscriminado e sem limites, o único ideal das nossas vidas.
sábado, 4 de março de 2017
Papa Francisco propõe a “bússola do cristão” para a Quaresma
Na homilia da Missa celebrada
nesta quinta-feira na Casa Santa Marta no Vaticano, o Papa Francisco destacou
três realidades que devem fazer com que os fiéis vivam a Quaresma de maneira
cristã: a realidade do homem, a realidade de Deus e a realidade do caminho. Estas
três realidades, disse, constituem “a bússola do cristão” durante este tempo de
conversão.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
'Os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus'
Compreensão de pertencimento à
Igreja como privilégio, que poucos puros podem gozar, engendrada por linguagens
e posturas, é bastante nociva para a fé em todos os tempos.
domingo, 23 de outubro de 2016
Quem sou eu para julgar?
A parábola do fariseu e do publicano é uma penetrante crítica que desmascara uma atitude religiosa enganadora, que nos permite viver ante Deus seguros da nossa inocência, enquanto condenamos, a partir a nossa suposta superioridade moral, todos os que não pensam ou atuam como nós.
domingo, 11 de setembro de 2016
Quebrando paradigmas
“O segundo paradigma que Lucas
quebra o encontramos nos protagonistas que Jesus usa nas suas parábolas para
descrever a ação misericordiosa de Deus: um pastor e uma mulher pobre”.
domingo, 4 de setembro de 2016
O Beato Romero e Santa Teresa de Calcutá
Madre Teresa visita a casa de Dom
Romero em julho de 1988 (Foto: Super Martyrio)
Quando Madre Teresa de Calcutá
recebeu o prêmio Nobel da Paz, em 1979, Dom Óscar A. Romero, de El Salvador,
que havia sido indicado para a premiação, naquele mesmo ano, a parabenizou
através do envio de um telegrama, no qual deixa saber que o arcebispo compreendeu
que ambos trabalhavam pelo mesmo objetivo: “Madre Teresa de Calcutá, Índia.
Alegro-me [que o] Prêmio Nobel condecore em você [a] opção preferencial [pelos]
pobres como eficaz caminho para a paz. Aqueles que generosamente me desejaram
semelhante honra, [que] se sintam igualmente satisfeitos [por] ter estimulado
[a] mesma causa. Abençoo-a. O Arcebispo”. [Homilia de 21 de outubro de 1979.)
domingo, 7 de agosto de 2016
Ficai preparados!
Um dos obstáculos mais
importantes para impulsionar a transformação que necessita hoje a Igreja é a
passividade generalizada dos cristãos. Desgraçadamente, durante muitos séculos
temos educado, sobretudo, para a submissão e a passividade. Todavia hoje, às
vezes parece que não os necessitamos para pensar, projetar e promover caminhos
novos de fidelidade para Jesus Cristo.
domingo, 24 de julho de 2016
‘Diga-nos, Maria Madalena, o que viste no caminho?’
“Duas vezes a tradição popular
encobriu as características pessoais a Maria Madalena, confundindo-a primeiro com
uma prostituta - daqui, todas as representações "carnais" da santa na
história da arte - e, em seguida, com a mais pura Maria de Betânia. Enquanto
isso, porém, Maria Madalena chegou, de fato, em Jerusalém, na sequela de Jesus,
para viver com ele e os discípulos, suas últimas horas trágicas. Todos os
evangelistas, na verdade, concordam em registrar sua presença no momento da
crucificação e do sepultamento de Cristo”, analisa o cardeal Ravasi.
Maria Madalena: a história do mito e a falsificação
Lilia Sebastiani analisa como as
interpretações das escrituras sobre Madalena vão transformando a personagem e
dificultando a compreensão plena do anúncio feito por ela
Para a teóloga Lilia Sebastiani,
não se pode falar apenas “na” história de Maria Madalena porque são várias as
histórias que se criam em torno da personagem bíblica, embora muitas delas
sejam interpretações – por que não dizer até misóginas – de quem não vai de
fato na exegese do que está na escritura.
sábado, 23 de julho de 2016
Maria Madalena e as discípulas de Jesus. Protagonistas que resistem a um apagamento
Reprodução do quadro Trasporto di
Gesù Cristo al Sepolcro, de Antonio Ciseri
“Durante os séculos iniciais do
Cristianismo, o tom libertador e afirmador de igualdade entre homens e mulheres
foi sendo paulatinamente abrandado, acomodando-se aos padrões discriminatórios
da cultura e da sociedade”, analisa a teóloga.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Festa de Santa Maria Madalena, Apóstola que amava o Senhor
As tradições dos evangelhos
conferem a Madalena um lugar singular: a que amava o Senhor e a que se tornou
Apóstola dos Apóstolos. O texto de João, que aqui rememoramos, traz elementos
que nos levam a pensar o amor cantado no Cântico dos Cânticos: o jardim do
encontro, lugar das delícias; o desejo do toque, da retenção do corpo, para que
não haja mais separações; o reconhecimento pelo nome, lugar da intimidade.
Maria de Magdala, a grande ''Apóstola dos Apóstolos''. Entrevista especial com Chris Schenk
“Não é possível contar a história
da Ressurreição sem falar também de ‘Maria, a de Magdala’”. Foi essa mulher
que, depois de ir ao túmulo onde Jesus havia sido depositado depois da
crucificação, “viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo e saiu correndo”,
como relata o Evangelho, para se encontrar os discípulos e lhes contar a grande
notícia.
Maria de Magdala. A mística que reconhece o Salvador.
"O importante é perceber que
Madalena surgiu na literatura quase como uma visionária, uma grande mística que
conseguiu ver, muito mais que os discípulos, o que Jesus representava",
destaca a professora Salma Ferraz. "A constituição desta face de Madalena
contribui para outra luta das feministas cristãs que é a ordenação das
mulheres".
quinta-feira, 21 de julho de 2016
As faces femininas num cristianismo sem véu. Entrevista especial com Elizabeth Johnson
Imagem:
premium.klickeducacao.com.br/
“Corrigindo as coisas, podemos
permitir que Maria Madalena surja como modelo de seguidora fiel, devotada do
Senhor, e como liderança forte e independente na igreja primitiva”, pontua a
teóloga. "Maria Madalena, a prostituta pesarosa, foi então contraposta à
Virgem Maria. O papel efetivo dela foi esquecido". "Sua liderança
desafia a Igreja toda a se converter à participação das mulheres como
discípulas em pé de igualdade no século XXI"
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Miriam de Magdala. Pregadora de uma nova fé e em pé de igualdade com os outros apóstolos
Reprodução da obra Santa Maria
Madalena, de Piero Cosimo
"Ela parece ter vindo de uma
família relativamente abastada e que ela era solteira. Seu status econômico é
indicado pelo fato de o Novo Testamento nos dizer que ela e as outras mulheres
que seguiam Cristo lhe serviam com seus próprios recursos”, explica a teóloga Katherine L. Jansen.
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