sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Mulheres desabafam sobre assédio sexual em documentário brasileiro

Veja a primeira parte do projeto da jornalista Thais Maranho
De olhares insinuantes a abordagens ofensivas no transporte público até agressões como estupro, a violência sexual está no dia a dia de toda mulher. E para mostrar o constante medo feminino ao enfrentar situações banais como andar de ônibus ou usar vestido, a jornalista Thais Maranho reuniu depoimentos e os transformou em um documentário.


— Toda mulher já foi assediada na vida. E digo mais, ela não gostou do assédio. Eu sempre me senti incomodada com o machismo antes mesmo de saber o nome do meu incômodo. Quando comecei a entender o que era, da onde vinha, que tinha nome e que as mulheres em minha volta também se incomodavam, tomei essa atitude.

Thais escreveu um manifesto e enviou para amigos, convidando-os a compartilhar suas histórias. Reuniu os nomes de quem topou participar, voluntariamente, e conseguiu com um amigo um estúdio para filmar os depoimentos. 

— Não houve nenhum tipo de patrocínio nem apoio, foi tudo na base da amizade e com o menor custo possível. Tanto que, em termos de qualidade de vídeo não ficou o ideal, mas foquei na mensagem.

O vídeo O Assédio foi disponibilizado no YouTube, e faz parte de um projeto maior chamado Efeito Dominó.

— Eu ainda estou pensando em qual vai ser a próxima abordagem, tenho algumas ideias mas nada no papel ainda. Mas, sim, outros vídeos virão e eu quero começar a mexer em algumas feridas ainda mais profundas.

O objetivo do trabalho é dar voz às mulheres que lidam com o assédio masculino.

— Eu não dirijo, portanto ando muito na rua e uso muito transporte público, e eu realmente fico incomodada com um simples olhar de um cara. Os homens precisam parar de "coisificar" a mulher, não somos objetos inanimados que estão à mercê dos caras, mas é assim que nos tratam. Então chega disso. Cansamos de ficar caladas, de nos fingir de mortas. Agora, se os caras querem entender, ouvir, mudar a atitude, aí é com eles. Da minha parte, eu precisava falar que não, não é legal, não é engraçado, não somos objetos e que isso tem que parar.



Fonte; http://entretenimento.r7.com/

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