sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

70% das vítimas de violência sexual doméstica têm até 14 anos, diz GDF

Crianças e adolescentes de até 14 anos representam 70% dos casos de vítimas de violência sexual doméstica que foram acompanhados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2011.

Das 53 notificações registradas no ano passado, 37 são nessa faixa etária. Segundo a chefe do Núcleo de Estudos e Programas para Acidentes e Violências, Lucimeire Cavalcanti, os dados ainda são preliminares e existe subnotificação, mas a proporção deve se manter a mesma quando os números forem consolidados.
 Somente em janeiro deste ano, a Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente informou ao G1 ter registrado 34 casos de estupro de vulnerável – casos de violência sexual contra menores de 18 anos. O número representa mais de um caso por dia. Metade das vítimas foi  de crianças entre 6 e 11 anos.

 Para a responsável pela unidade, Valéria Martirena, o número de casos é maior do que o  registrado. “Primeiro, a criança não interpreta aquilo como violência sexual, até porque ela não sabe que está sendo agredida. Ela só vai entender isso quando fica adolescente, quando tem aula na escola ou os amiguinhos comentam. Aí ela vai entender que não é carinho”, explica.
 Valéria afirma que os pais devem conversar abertamente com os filhos a respeito do assunto orientá-los sobre violência sexual.


Agressão física

De acordo com os dados preliminares do núcleo, os casos de agressão física a mulheres representaram 61% das ocorrências de violência física no ano passado no DF.
Para tentar dar melhor atendimento às vítimas de violência, a Secretaria da Mulher do DF e a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres firmaram convênio em dezembro passado para a construção de cinco novos centros de referência de atendimento à mulher (CRAM).

O acordo prevê o repasse de R$ 1,4 milhão e a reestruturação da unidade localizada na rodoferroviária e a qualificação de 50 profissionais ligados ao setor. Os centros são especializados no atendimento psicossocial e jurídico especializado e continuado às mulheres em situação de violência.
Fonte: Globo

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