terça-feira, 25 de agosto de 2015

Violência contra as garotas de programa está aumentando

Vítima teria sido morta em porta de motel de Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução/TJ-GO)

Uma garota de programa foi agredida ontem  dentro de uma  boate. A vítima, de 26 anos, conta que levou socos no rosto e teve fratura na perna direita.  Por outra parte ontem aconteceu a audiência onde o suposto serial killer Tiago Gomes da Rocha, vai ser julgado pelo homicídio da garota de programa Taís Pereira de Almeida, de 20 anos.


Suposto serial killer matou garota de programa em Goiás, diz promotor. 

Vigilante ficou calado em audiência sobre o homicídio, nesta segunda-feira. Ele é acusado de matar jovem em frente a um motel, em março de 2014.
O suposto serial killer Tiago Gomes da Rocha, de 27 anos, participou, na manhã desta segunda-feira (24), de uma audiência sobre a morte de Tais Pereira de Almeida, de 20 anos, na 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia. Para o promotor de Justiça Milton Marcolino dos Santos Júnior, 'não existe nenhuma dúvida' de que o vigilante matou a jovem.
O réu, no entanto, optou por se manter em silêncio e não se pronunciou na sessão presidida pelo juiz Leonardo Fleury Curado Dias.
O crime aconteceu no dia 10 março de 2014, em frente a um motel de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. A vítima, segundo a polícia, era garota de programa e estava sozinha na Avenida Nossa Senhora de Lourdes no momento em que foi assassinada.


Suposto serial killer é denunciado por morte de prostituta em frente a motel

O promotor de Justiça Milton Marcolino dos Santos Júnior, informou que o caso já havia sido arquivo pelo delegado responsável, Rogério Moreira Bicalho Filho, por falta de provas.
No entanto, quando Tiago assumiu ter cometido uma série de homicídios em Goiânia, o delegado pediu que fosse realizado um exame de balística, que comprovou que a arma usada pelo acusado era a mesma que matou Tais de Almeida.
“Não existe nenhuma dúvida de que quem cometeu o homicídio foi o próprio Tiago. O exame é uma prova extraordinária que comprova de forma inequívoca que o projétil retirado do corpo vítima foi expelido pela arma que foi apreendida com o Tiago. Logo depois que foi feito esse exame pericial, ele foi chamado para ser ouvido e falou que não se lembrava”, afirmou o promotor.
Ainda segundo o promotor de Justiça, não houve testemunhas que tenham presenciado o fato, portanto, nenhuma foi convocada para a audiência. Tiago é acusado por homicídio duplamente qualificado, sendo as qualificações motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Este é o único homicídio do qual ele é acusado em Aparecida de Goiânia.

Defesa
A advogada do vigilante, Brunna Moreno, alegou que ele passou por exames de sanidade mental realizado pela Junta Médica do Estado de Goiás, que constatou que o acusado sofre de transtorno de personalidade antissocial, ou seja, psicopatia. Com base neste laudo, ela pediu uma medida de segurança para que Tiago seja levado a uma instituição para ser tratado.
Segundo ela, o exame, contudo, afirma que o acusado é capaz de cometer os crimes. “O laudo que deu atestou psicopatia. Os psiquiatras afirmam que psicopatas são semi-imputáveis. Ele sabe o que faz, mas, para ele, não é errado. Ainda assim, o laudo afirma que ele é capaz, por isso, que a gente vai entra com recurso por causa da contradição que há no laudo”, explicou a advogada.
A advogada também alegou que os crimes cometidos pelo cliente não tinham motivo, portanto, o homicídio não poderia ser qualificado por motivo torpe, apenas por impossibilitar a defesa da vítima.
“Como alegado por todos os delegados que passaram e pelo próprio Tiago, todos os crimes que ele cometeu foram sem motivo, então, não seria por motivo torpe. Não tendo motivo, é homicídio simples”, afirmou.

O juiz da 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia, Leonardo Fleury Curado Dias, afirmou que os documentos do caso serão analisados e, a partir dessa análise, irá determinar se o Tiago será levado a júri popular ou não e também se homicídio será duplamente qualificado, como indicou o Ministério Público Estadual, ou se será removida a qualificação de motivo torpe, como requisitado pela defesa.

Garota de programa é agredida em boate e caso vai parar na delegacia

Foto: Yala Sena

Uma garota de programa foi agredida dentro da boate Beth Cuscuz, no bairro Ilhotas, e o caso vai parar na Delegacia da Mulher do Centro. A vítima, de 26 anos, conta que levou socos no rosto e teve fratura na perna direita. A jovem aponta o agressor como o comerciante Ruan Prado. A vítima está revoltada e impossibilitada de andar.

A garota de programa de iniciais E.F.S informou ao Cidadeverde.com que estava aguardando um táxi para sair com um cliente quando foi provocada pelo comerciante que estava na boate com amigos.

 “Eu estava com uma taça de champagne esperando um taxi para sair com um cliente e ele (o comerciante) estava próximo com os amigos. Ele disse: ‘essa champagne que você está tomando aí de R$ 20,00’ e eu disse: é de 20,00, mas você não pode pagar porque ela é bem cara aqui e você não tem dinheiro”, disse a garota.

Segundo a vítima, o comerciante não gostou da provocação e veio pra cima dela apertando um dos seus seios. Na confusão, ela confirma que deu um tapa nele e ele reagiu lhe esmurrando. Na briga, a garota diz que foi empurrada pelo agressor, caiu e fraturou a perna. No meio do bate-boca outras garotas vieram para socorrer a vítima e um advogado que estava na confusão foi ferido. O advogado levou seis pontos na cabeça, segundo a denúncia.

A garota foi levada para o hospital e ficará um mês de muleta, devido a dificuldades de andar.

A delegada Vilma Alves abriu inquérito e disse que o comerciante vai responder pelo crime de agressão física e moral.

“A versão da vítima é que foi agredida, ele chegou a puxar seu peito e lógico ela reagiu. Eles tiveram luta corporal e ela machucou o pé”, disse Vilma Alves.


Nega agressão

O comerciante Ruan Prado nega a denúncia e diz que está sendo vítima de extorsão.

“Tenho provas e testemunhas que ela me agrediu e só reagir. O que ela quer é dinheiro”, disse o jovem citado no inquérito como agressor. Ele  informou ao Cidadeverde.com que sua profissão é comerciante.

Ele informou ainda que foi a boate para deixar um amigo que visitava a cidade, mas garantiu que não frequenta a boate. Segundo Ruan, a garota estaria drogada e que na briga, ele foi ferido na boca.

Hoje, a delegada marcou audiência e ouvirá os dois para encaminhar o inquérito à justiça.


Fonte G1 Globo e www.cidadeverde.com

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