segunda-feira, 10 de março de 2014

Juninho e Kaká entram na luta contra prostituição de menores durante a Copa 2014




Nesta passada terça-feira (4), em Paris, na sede do jornal esportivo L'Équipe, foi lançada a segunda etapa da campanha contra a exploração sexual de crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo no Brasil.
Dois craques participam, Kaká e Juninho. Em vídeos e spots de rádio, os jogadores pedem que os torcedores sejam responsáveis e previnem que recorrer à prostituição infantil é crime no Brasil e pode dar cadeia.
  "Não desvie o olhar".
 Este é o nome da campanha criada para sensibilizar os torcedores que irão à Copa 2014, que começa daqui a cem dias. A iniciativa partiu da filial francesa da associação internacional ECPAT- End Child Prostitution, Child Pornography and Trafficking of Children for Sexual Purposes - que reúne mais de 80 associações em 74 países. O desafio é sem ambiguidade: combater por todos os meios a exploração sexual de crianças - e é aí que os turistas entram na linha de mira - assim como a pornografia e o tráfico.
O diretor de comunicação da ECPAT França, Anko Ordonez, explica que o objetivo da campanha é sensibilizar os torcedores: "Queremos lembrá-los que no país a prostituição infantil é crime, eles devem estar informados e conscientes que este problema existe", ele diz, lembrando que, segundo a polícia federal brasileira, em 2011 mais de 250 mil crianças se prostituíam. "É claro que a chegada de milhares de turistas em um contexto festivo pode ser um grande perigo para os menores, haverá um aumento da demanda e da oferta", ele reflete.
Para dar o pontapé inicial na prevenção desses abusos (na França as penas variam de 3 a 7 anos de cadeia), a ECPAT recebeu o apoio da União Europeia e, no Brasil, do SESI (Serviço Social da Indústria) e do governo. A companhia aérea Air France colabora através da projeção de vídeos de prevenção em seus voos com rotas para o Brasil. Agências de turismo, mídias e outros esportistas também entraram em campo para apoiar a causa.
 Turistas no Mundial
Estima-se que 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de turistas brasileiros devem participar da Copa. Este número pode provocar, de forma proporcional, o aumento de clientes potenciais para a prostituição.
 
Tornar visível o invisível, desviar os holofotes dos gramados para o lado obscuro da grande festa. Este é o desafio de todos os atores envolvidos na campanha contra a exploração sexual de menores durante o Mundial no Brasil e em todos os eventos esportivos futuros, inclusive, os Jogos Olímpicos de 2016.
 
Vejam abaixo o vídeo de Juninho

 

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Fonte: www.portugues.rfi.fr
 

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