terça-feira, 30 de agosto de 2011

Plano Brasil sem Miséria vai direcionar ações para mulheres

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados realizou, no dia 24 de agosto, uma audiência pública sobre o impacto das políticas públicas de erradicação da pobreza na vida das mulheres e sobre o Plano Brasil sem Miséria, com foco na garantia de renda, inclusão produtiva e acesso aos serviços do Estado para as brasileiras.


A audiência foi sugerida pela presidente da comissão, deputada Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), e pelos deputados Henrique Afonso (PV-AC) e Janete Rocha Pietá (PT-SP).

A deputada Janete Pietá ressaltou que, nos últimos anos, houe uma “feminização da pobreza”. Segundo ela, vítimas do chamado ciclo da pobreza, as mulheres não têm acesso a recursos e serviços que lhes permitam alterar sua situação.
Mulheres negras e pobreza
Ana Carolina Querino, coordenadora da área de Direitos Econômicos da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, enfatizou a necessidade de as políticas de combate à pobreza avaliarem as consequências das discriminações de gênero e do racismo na vida das mulheres. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as pretas e pardas somam 70% do total de 8 milhões de mulheres nessa situação.
Autonomia financeira das mulheres
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, anunciou que irá lançar um programa - em fase de elaboração e que deverá ser aprovado pela presidenta Dilma - para promoção da autonomia financeira feminina.
O projeto prevê capacitação permanente das mulheres para o mercado de trabalho, construção de creches e restaurantes comunitários, implementação de lavanderias públicas, entre outras ações.
Segundo Iriny, as estratégias ainda estão sendo discutidas pelos técnicos da secretaria. “Mulheres com poder financeiro enfrentam com muito mais condições as disputas políticas e a violência”, disse. Ainda não há data prevista para o lançamento.
Fonte: Agencia Patrícia Galvão

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