quinta-feira, 30 de junho de 2011

Hotéis da zona boêmia negam existência de tráfico de drogas



 Donos de hotéis da zona boêmia da capital negam a ocorrência de tráfico de drogas nas dependências de seus estabelecimentos. A denúncia foi feita pela Associação de Prostitutas de Belo Horizonte. As profissionais do sexo utilizam os quartos alugados na rua Guaicurus e adjacências, no centro, para atender seus clientes.
A insatisfação da categoria veio a público ontem, após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negar o pedido de fechamento de oito estabelecimentos na região. O Ministério Público, que realizou o pedido, alegou que os hotéis estão favorecendo a exploração sexual.
Além da denúncia de tráfico, as prostitutas da zona boêmia reclamam ainda da cobrança de diárias com preços extorsivos.
De acordo com o advogado representante dos estabelecimentos, Orlando Januário Santos, os hotéis da região participam do Conselho de Segurança Centro-Sul e têm contribuído para a segurança na rua. "Os hotéis têm câmeras de vigilância interna e portaria com segurança para garantir a tranquilidade dos hóspedes", afirma.
Ainda segundo Santos, nas paredes há avisos para denunciar crimes pelo 181 da Policia Civil e alertas contra a prática de sexo com menores. "Todas as ações possíveis para evitar qualquer tipo de crime são feitas", garante o advogado.
A presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aspromig), Aparecida Vieira, não concorda com as denúncias feitas pela associação de Belo Horizonte. "A questão do tráfico de drogas é uma situação social. Nós, que trabalhamos nestes locais, buscamos segurança. Aqui na rua Guaicurus tem policiamento em todos os locais".
Porém, segundo a presidente da associação de Belo Horizonte, Dos Anjos Pereira Brandão, existem homens que vão aos hotéis não em busca de mulheres, mas de drogas.
Fonte: www.otempo.com.br

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