A campanha UNite pelo Fim da Violência contra Mulheres está
promovendo uma conscientização sobre o assédio sexual contra meninas e mulheres
em lugares públicos.
A UNite é uma iniciativa do Secretário-Geral e da ONU
Mulheres. Todo dia 25 de cada mês, a campanha organiza o "Dia
Laranja", com atividades em todo o mundo destacando a prevenção da
violência de gênero.
Leia também: Grupos e redes sociais ajudam a combater
assédio sexual nas ruas (Folha de S.Paulo)
- ONU adota documento sobre proteção de mulheres em
conflitos (Rádio ONU)
Realidade Diária
Segundo a ONU Mulheres, neste mês de outubro, a campanha
"foca em um problema que persiste há muito tempo" e que tem
"poucas leis ou políticas" de combate.
A entidade destaca que o assédio em lugares públicos "é
uma realidade diária de meninas e mulheres de todo o mundo", que acontece
nas ruas, nas escolas, em parques e em transportes públicos.
De São Paulo, a jornalista Juliana de Faria, que criou uma
campanha no Brasil contra o assédio nas ruas, falou a Rádio ONU sobre a
importância de não banalizar o assunto.
Constrangimento
"Não gosto que se transforme esse problema em algo tão
banalizado que a gente veja como uma coisa simples, que faz parte da cultura. A
gente tem que entender que é um problema. Queremos tentar pelo menos denunciar
o assédio e dizer que nós, mulheres, já estamos cansadas disso. Queremos
começar uma reflexão. As mulheres acabam sendo abordadas por homens, que falam
para elas palavras de cunho sexual. E não é necessário nem que seja algo tão de
baixo calão ou tão grosso. Ás vezes ouvir um 'Oi, linda', pode incomodar, pode
constranger."
Segundo Juliana, a campanha "Chega de Fiu Fiu"
busca manter o debate sobre o assédio sexual, reforçando que "as mulheres
têm o direito de andar na rua sem medo de serem intimidadas".
A ONU Mulheres afirma que "o medo da violência reduz a
liberdade de movimento e o acesso à educação, trabalho e lazer". Segundo a
entidade, o assédio em espaços públicos é muitas vezes negligenciado.
Por isso, está sendo encorajada a discussão sobre o tema em
comunidades e nas redes sociais. No Twitter, a UNite promove nesta sexta-feira
uma conversa sobre o tema e os usuários podem participar usando a hashtag
#orangeday.
Fonte: Agência Patrícia Galvão
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