Certa vez, ao ser perguntado sobre o que era o Natal, um
velho sábio respondeu: “o natal e todos os seus símbolos somos nós!” E
continuou: Quando a cada novo amanhecer, decidimos renascer com o propósito de
sermos melhores, somos o próprio natal.
Quando resistimos corajosa e vigorosamente aos tropeços da
caminhada, sem desanimar, sem recalcitrar, somos o pinheiro de natal.
Quando com nossos atos e virtudes adornamos, alegramos,
embelezamos a vida das pessoas, somos os enfeites de natal.
Quando buscamos unir mais as pessoas convidando-as para
congregar, celebrar, partilhar, somos os sinos do natal.
Quando com poucas palavras conseguimos ajudar alguém lhe
indicando um caminho, uma solução, uma esperança, somos as luzes do natal.
Quando nos tornamos pobres para que todos tenham o que
precisam, somos o presépio do natal.
Quando cantamos o amor e a alegria mesmo diante das
adversidades cotidianas; somos os anjos do natal.
Somos os humildes pastores da noite de natal, quando
enchemos nossos corações com Aquele que tudo tem.
Somos a estrela do natal a cada vez que conduzimos alguém ao
verdadeiro amor, ao Senhor.
Sim, somos os Reis Magos, quando damos o que temos de
melhor, não importando a quem.
Quando distribuímos harmonia por onde passamos, aí então
somos as velas do natal.
Somos o Papai Noel quando alimentamos esperanças nas mentes
desesperançadas das crianças abandonadas.
Somos os presentes de natal quando somos amigos verdadeiros,
autênticos, leais e sinceros.
Somos os cartões de natal, quando abrimos nossas mãos para
ajudar e nelas está escrito: bondade.
Somos a ceia do natal quando saciamos de pão, amor e
esperança ao menos favorecido, que está ao nosso lado.
Somos a missa do natal quando nos tornamos o louvor, a
oferenda e a comunhão.
Somos sim, a Noite Feliz do Natal, quando humildemente e
conscientemente, mesmo sem símbolos e aparatos, sorrimos com confiança e ternura
na contemplação interior de um natal perene que estabelece seu Reino em nós.
Somos por fim o natal, na medida em que enxergamos e
acolhemos cada criança, jovem, adulto ou idoso sem perguntar de onde veio, o
que fez, qual seu credo religioso, sua opção política, quais são suas posses...
com a mesma intensidade que buscamos enxergar e acolher o Menino Deus que se
apresenta numa manjedoura.
Ao concluir sua fala, voltou-se para todos que o ouviam e
disse: “só não podemos ser o dia de natal, porque o natal que somos deve
acontecer todos os dias”
Fonte: http://www.portalsuldabahia.com.br/index.php/natal-somos-nos/
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