
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Letramento, Orientação EducAcional e Alfabetização Digital na Pastoral da Mulher

Também daremos continuidade aos cursos de Introdução à Informática e Internet. Segundo Vinícius Camatta (professor do Telecentro), algumas mulheres não-alfabetizadas ou semi-analfabetas que utilizam a internet nos horários de acesso livre, demonstraram interesse pela leitura e pelo estudo de modo geral. Ressalta-se que o atendimento nesses casos acontece de modo quase particular, pois estas mulheres demandam maior atenção e disponibilidade do agente nos momentos de aprendizagem.
Temos noção de que o saber ler e escrever, fazer contas, interpretar e argumentar são requisitos para a inserção da cidadã (o) na sociedade. E, além disso, como nos encontramos na chamada “Era da Informação”, sempre rodeados e cada vez mais conectados aos programas digitais e à internet, faz-se necessária um outro tipo de inclusão, que passa pela Alfabetização digital.
Aprender a usar os recursos tecnológicos e as ferramentas de comunicação digital são fatores importantes para que as pessoas sintam-se incluídas na sociedade como um todo.
Quando falamos em Alfabetização Digital na Pastoral da Mulher, abordamos a tecnologia a favor do aprendizado.
“Algumas alunas começam a se interessar e aprender o alfabeto por meio do teclado. Através de jogos interativos de português e matemática vão se familiarizando ou relembrando conteúdos da escola. É o despertar para um novo mundo, para outras perspectivas e conhecimentos. Inclusive, algumas destas mulheres quiseram retornar à escola formal (Vinícius Camatta)”.
No próximo semestre teremos um novo plano de ensino para os cursos de informática, que será trabalhado de modo mais sistemático. O novo plano incluirá, além das aulas programadas, oficinas para o desenvolvimento pessoal que abordarão temas como espiritualidade, cidadania, projeto de vida, entre outros. Temos recebido orientação do Centro de Inclusão Digital e Social dos Franciscanos, no que se refere ao planejamento e material do curso. Além de continuarmos com a valiosa parceria com o programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil.
ENCERRAMENTO DO 1º SEMESTRE
Abrimos essa tarde com uma dinâmica que objetivava uma reflexão a respeito das angústias que surgem no momento em que nos aventuramos em uma nova jornada, um novo aprendizado. Tocou-se em sentimentos como o medo de não dar conta, de não conseguir seguir em frente, concluindo-se a dinâmica com um incentivo e depoimentos das mulheres sobre o percurso que realizaram durante as oficinas e cursos, lembrando que podemos sim ter boas surpresas na vida e superar obstáculos.
Em seguida, deu-se a entrega de certificados para as mulheres que tiveram uma participação mais efetiva no curso de Introdução à informática. Também entregamos um documento simbólico para aquelas que participaram da primeira fase das oficinas e cursos da Pastoral. Esta ação configurou-se como incentivo para que elas dêem continuidade às atividades, parabenizou-as, reconheceu o esforço e marcou o encerramento de uma etapa.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Bibliodrama
Bem-vindas e bem-vindos para uma bela e nova leitura da Bíblia.
Anete Roese
Convite - Bibliodrama
Data: 04 e 05 de Julho
Horário: Sábado de 8h30 às 17h
Domingo de 8h30 às 12h
Local: Instituto Izabela Hendrix – Rua da Bahia 2020
Taxa: R$ 30,00
Assessora: Prª. Anete Roese
Não perca esta oportunidade!
Inscreva-se até 29 de junho.
A responsabilidade de ser mãe: diferentes escolhas podem expressar o amor materno
Muito se fala sobre adoção, guarda, denúncia ao Conselho Tutelar, mas poucas pessoas verdadeiramente dominam estes conceitos e sabem o que de fato significam na vida das famílias que passam por situações dessa natureza. Em verdade, apesar de o assunto ser voltado para o campo jurídico, estamos falando de sentimentos, emoções, de vidas humanas.Quando pensamos nesses temas, temos que ter em mente que a lei tem por finalidade resguardar, principalmente, o interesse da criança ou adolescente. Nos tempos modernos, percebemos que nem sempre a família ampara o menor como deveria, zelando pelos seus direitos. Assim, para que essa situação não continuasse a acontecer, foi elaborada a Lei nº 8.069 de 1990 , mais conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para os fins da lei, considera-se criança a pessoa até 12 anos de idade, e adolescente, o indivíduo de 12 a 18 anos. Aos dezoito anos, a pessoa atinge a maioridade civil, isto é, passa a ser responsável pelos seus atos e também por sua subsistência.
O ECA¹ prevê uma série de direitos fundamentais das crianças e adolescentes, que não podem ser violados, nem mesmo pela família do menor. São alguns deles direito à vida, à saúde, à educação, à convivência familiar saudável, ao lazer, à liberdade, entre outros. Assim, se a criança vive com a mãe que faz uso de entorpecentes (drogas), esta situação viola o direito à convivência familiar, protegido pelo Estatuto. Se os pais mantêm o filho adolescente preso, esta situação afronta o direito à liberdade do jovem. Nos casos em que há desrespeito a um direito da criança ou do adolescente, surge a necessidade de deixar o menor aos cuidados de uma família substituta. Esta situação pode se dar de duas maneiras: guarda ou tutela. São situações muito semelhantes. Na tutela, os pais biológicos perdem o poder sobre o filho, que passa a ser exercido por um tutor (a) nomeado (a) pelo juiz. Na guarda, a nova família deve prestar assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente. Ainda nessas ocasiões, o caso pode ser levado ao Conselho Tutelar.
O Conselho Tutelar, ao contrário do que muitos pensam, não é órgão do Poder Judiciário. É órgão permanente, da sociedade. Cada município deve ter ao menos um conselho, formado por cinco membros escolhidos entre pessoas idôneas², maiores de 21 anos, da comunidade. O Conselho é responsável por aplicar medidas protetivas dos menores, tais como requisição³ de tratamento médico, orientações diversas e, nos casos mais graves, colocação em abrigo ou em família substituta. O Conselho também pode tomar medidas quanto aos pais ou responsáveis pela criança ou adolescente, por exemplo advertência, obrigação de matricular o filho e acompanhar a freqüência escolar, até a perda da guarda, destituição do pátrio poder (direitos e deveres dos pais em relação aos filhos menores de idade), que são as mais severas.
O Conselho Tutelar deve ser visto como um órgão de auxílio, a quem os pais ou responsáveis devem recorrer para obter as orientações de como lidar com situações difíceis relativas a crianças e adolescentes. Como já destacado, apenas em situações muito graves, em que haja um desrespeito inaceitável aos direitos dos menores, o Conselho poderá tomar medidas mais drásticas. As decisões do Conselho somente podem ser revistas pelo juiz da Vara de Infância e Juventude, sempre a pedido dos interessados. Assim, a mãe que teve a perda da guarda do filho deve pedir em juízo a alteração desta decisão.
E, por fim, mas não menos importante, devemos falar da adoção. É necessário destacar que entregar uma criança para adoção não é crime. Pelo contrário, pode ser considerada como um dos mais belos atos de amor, desprendimento e amadurecimento da mãe, ciente de que não poderá dar ao seu filho condições dignas de vida. O que não pode ser feito, nestes casos, é abandonar o bebê à própria sorte, como vemos todos os dias nos telejornais, em latas de lixo, vias públicas. O mais correto é deixar a criança aos cuidados do Juizado na Infância e da Juventude mais próximo. Caso não seja possível, deixar aos cuidados do hospital em que foi realizado o parto também é viável.
Após a entrega da mãe biológica, esta criança é levada a um orfanato, e passa a aguardar pela adoção. Enquanto isso, pessoas interessadas fazem seu cadastro junto ao Juizado da Infância para adotar uma criança. Assim, há um longo processo judicial, em que são verificadas as condições das pessoas que desejam adotar, a adaptação da criança no seio desta família e, caso todos estes procedimentos indiquem que a convivência será saudável, o juiz autoriza a adoção.
É preciso lembrar que, antes de tudo, a maternidade deve ser sinônimo de amor, de desprendimento. E que esse amor pode ser expresso de diversas maneiras, ao se garantir uma vida digna para o filho, seja pela entrega para adoção, pela guarda a outra pessoa da família ou pelos próprios pais. É apenas uma questão de possibilidades.
Artigo de Karina Brandão Rezende Oliveira
Formação: Procuradora do Estado de Minas Gerais, Mestranda em Direito pela UFMG.
Pequeno dicionário
ECA¹: Estatuto da Criança e do Adolescente
Idônea²: pessoa capaz, correta, apta a exercer
atos civis e políticos.
Requisição³: solicitação, pedido ou requerimento.
Confira alguns textos publicados no Jornal Grito Mulher - Edição Maio/2009
Não! A cultura - isto é, o companheiro, os amigos, os futuros avós - todos cobram, mas nem toda mulher quer ser mãe. Embora, às vezes, queira engravidar. Porque a gravidez pode lhe trazer vantagens. Mas e o filho? A questão da maternidade, isto é, de gerar um filho, é mais complexa no ser humano. A fêmea humana é muito diferente das fêmeas de outras espécies - de uma ovelha, por exemplo - embora seus órgãos internos sejam muito semelhantes.
Temos um corpo que não é só físico ou biológico. Ele é atravessado, marcado por uma história. A história é de cada mulher. E é essa história que vai alterar e definir as escolhas. Em nosso corpo carregamos um aparelho destinado a procriar e, no entanto, não significa que ele tenha de cumprir essa função. O ser humano não é definido por seus instintos, ele é mais do que isso.
Hoje a mulher pode ter o controle de seu corpo, então, ser mãe é uma escolha, uma opção, e não um determinismo biológico. Mas mesmo assim escuto muitas mulheres que se sentem culpadas e até desnaturadas por não terem esse desejo. Ao mesmo tempo, acompanho outras que sofrem por não conseguirem engravidar. O que acontece? Como estava dizendo, não é suficiente a natureza ter dotado a mulher de órgãos reprodutores e da produção de hormônios. Na espécie humana, para que uma fêmea se torne mãe, é preciso que esses aparelhos estejam em consonância com o psiquismo dessa mulher.
Os motivos que levam a mulher a querer ou não ter filho variam muito. Alguns nem estão muito evidentes e podem estar relacionados com traumas, e outros já são bem objetivos. Com a evolução dos tempos, a mulher passou a ter novas funções na sociedade, abrindo assim um leque de ambições e oportunidades. Dessa forma a maternidade deixou de ser a única saída para que a mulher se sentisse valorizada. Por isso, ser mulher não significa ter de ser mãe. Além disso, ser mãe é uma função para a qual se requer habilidades específicas e acima de tudo interesse em desempenhá-la.
Considero importante tratar esse assunto para que, ao ter mais consciência desse papel, a mulher se liberte desse determinismo biológico e faça sua opção. Por quê? Uma criança que vem ao mundo necessita de alguém que lhe dispense cuidados específicos.
O bebê humano, diferentemente de um bezerro, nasce despreparado para sobreviver. Não só porque o seu sistema nervoso não está pronto - o que só vai se dar por volta dos dois anos - mas porque ele requer mais que os cuidados com a alimentação. Por seu desamparo, o bebê humano necessita de uma pessoa específica, que vai lhe dar aconchego decifrando seu choro de desconforto e lhe oferecendo alívio. Dessa pessoa específica espera-se uma disponibilidade e uma dedicação que vem de quem tem desejo de ser mãe e de ter um filho/a.
Além disso, é importante deixar bem claro que nem sempre aquela pessoa que gerou e pôs no mundo a criança vai ter condições de desempenhar essa função. Veja bem: não é necessário fazer cursos para aprender a cuidar de um bebê (isso pode até ajudar nos aspectos práticos). Ao se estabelecer uma relação de atenção e interesse com o bebê, esse aprendizado vai se dando naturalmente. Quantas babás, que não freqüentaram escolas, são hábeis na profissão?
O bebê humano precisa de alguém que estabeleça com ele uma relação de afeto. Alguém que, ao lhe oferecer o leite, possibilite também um contato caloroso. É desse contato, dessa ligação que o bebê vai deixando de ser só um corpo de carne e osso e começa a ser marcado, a fazer registros de sua história.
O bebê humano precisa de alguém que o alimente, mas que também alivie seus desconfortos, que o acalme, que lhe assegure seu bem estar. Este primeiro relacionamento da criança vai influir em suas ligações futuras. Com uma base segura de confiança nessa pessoa, ela poderá mais facilmente ampliar seu mundo.
Artigo de Solange Delgados PassosFormação: Psicologia pela UFMG; Formação em Psicanálise - GREP - Grupo de Estudos Psicanalíticos e SPP - Seminário da Prática Psicanalítica- Jul/93; Experiência em Psicologia Clínica direcionada para adultos e adolescentes há mais de 20 anos. soldelpas@hotmail.com
Aids: vencendo a transmissão vertical do HIV
•Transmissão sanguínea: ocorre quando uma pessoa não contaminada pelo HIV entra em contato com o sangue contaminado, que pode ocorrer por meio da transfusão sanguínea ou compartilhamento de agulhas e objetos cortantes.•Transmissão sexual: as secreções trocadas pelos parceiros durante o ato sexual estão contaminadas pelo vírus, por isso o sexo vaginal, anal ou oral são meios de contaminação.
Vale lembrar que a camisinha deve ser usada sempre, mesmo pelas pessoas soropositivas (contaminadas pelo vírus HIV) uma vez que ela protege a mulher e o parceiro de um novo contato com o vírus, o que pode aumentar sua quantidade no organismo. A camisinha também protege de outras doenças sexualmente transmissíveis.
Sobre a transmissão vertical:
A transmissão vertical é a principal via de infecção pelo HIV na população infantil. Para prevenir a transmissão do vírus da mãe para o filho, é necessário e muito importante que a gestante procure o Centro de Saúde para fazer o pré-natal e iniciar o tratamento precoce visando evitar a contaminação do bebê, garantindo assim a saúde da mãe e da criança.
A primeira medida é a gestante pedir para realizar o exame Anti-HIV que é feito de maneira gratuita e sigilosa. Caso o exame indique que a gestante é soropositiva ela entra imediatamente em tratamento para impedir a contaminação do bebê. Alguns dos cuidados a serem tomados:
•Uso de medicamentos antiretrovirais (AZT) que impedem a multiplicação do vírus, reduzindo sua quantidade no organismo, o que trará benefícios para a mãe ao impedir o avanço da doença e para o bebê, diminuindo suas chances de se contaminar. A mulher deverá tomar o medicamento a partir da 14ª semana de gestação.
•Também o bebê ao nascer vai ser tratado, tomando o AZT na forma de xarope durante as 6 primeiras semanas de vida.
•Realização de exames periódicos: para acompanhamento do quadro e melhor controle da medicação.
•Parto: surgindo as primeiras contrações, a gestante deve procurar imediatamente o hospital, pois se deve evitar o contato do bebê com o líquido da bolsa ou no parto, com as secreções ou sangue maternos favorecendo a contaminação. Por isso o parto pode ser programado, do tipo cesariana, para evitar riscos.
•Aleitamento: a mulher soropositiva não deve amamentar o bebê, uma vez que o vírus está presente em seu leite. É indicado que a criança receba o leite artificial específico e gratuito, já que ele fornecerá todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável.
É importante que o pré-natal seja realizado o mais cedo possível, aumentando as chances do bebê em não se contaminar com o vírus. Todo o processo do pré-natal e cuidados citados são direitos de toda gestante e são garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Seguindo então os devidos cuidados, a mãe e o bebê poderão ter uma vida muito mais feliz, tranqüila e saudável.
Bibliografia:MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância e Saúde. Manual de Recomendações Para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes, 2004Elaborado por: Ana Luiza Gomes Barbosa; Dálian Cristina Rocha; Renata Slaib Belico Caria – alunas do Curso de Graduação em Enfermagem da UFMG. Orientação: Profa. Eliana Aparecida Villa
APMM/BH no VII Encontro Formativo da Rede de Pastoral Oblata
Durante os dias 12,13 e14 de maio, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte se integrou às irmãs e agentes dos projetos pastorais oblatas, a fim de participar do VII Encontro Formativo da Rede de Pastoral Oblata. O tema deste ano foi os “Encantos e armadilhas da sexualidade humana: defesa de leis e princípios e ou defesa da vida”, que contou com a assessoria de Ivone Gebara [1]. A abertura foi feita pela Ir. Ivoni Grando, coordenadora provincial das oblatas, que, além de dar as boas vindas, refletiu sobre a importância do encontro e do fortalecimento do espírito da Rede. Estiveram presentes cerca de 40 irmãs e agentes dos projetos de Juazeiro (BA), Salvador, Belo Horizonte, Santo Amaro (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
O Encontro proporcionou uma abordagem teórica, debates e reflexões acerca de itens como: aborto, homossexualismo, prostituição e ética, métodos contraceptivos e legalização da prostituição. Isso trouxe um aprofundamento em torno de assuntos polêmicos e que estão presentes na realidade do trabalho desenvolvido junto às mulheres em situação de prostituição.
Ivone Gebara conduziu os debates e nos aproximou de temas que ainda se configuram como tabu, que levantam dúvidas e questionamentos. Também nos instigou a estudar e nos aprofundarmos mais em determinadas questões. Dentre suas abordagens, ressaltaram-se assuntos como “guetos culturais”, interferências do nosso olhar sobre o mundo e modos de viver a vida, a sexualidade humana dividida entre encantos e armadilhas, a complexidade das relações humanas, entre outros.
No decorrer de exposições e debates, houve a troca de experiências vivenciadas nas realidades dos projetos, apontamento de leis, o levantamento da importância do empoderamento das mulheres e do engajamento de todas e todos na batalha pela efetivação de uma sociedade mais justa. Seguimos então, ponderando sobre temas, em busca de posicionamentos que não sejam taxativos, mas sim reflexivos.
1-Irmã Ivone Gebara é doutora em Filosofia e em Ciências Religiosas; ministra cursos e profere palestras por todo o Brasil sobre a Hermenêutica feminista, novas referências éticas e antropológicas e os fundamentos filosóficos do discurso religioso. É autora de vários artigos e livros, como: As águas do meu poço (2005), O que é Teologia (2006), O que é Teologia Feminista (2007), publicados pela Editora Brasiliense.
MISEREOR NA PASTORAL DA MULHER
Dia 20 de maio, a Pastoral da Mulher recebeu a
visita de Anselm Meyer, representante da Misereor,
parceria que ajuda a estruturar nosso trabalho em
prol das mulheres em situação de prostituição. Seu
auxílio contribuiu para a aquisição de móveis e
outros materiais essenciais para o desenvolvimento
do projeto.
Misereor é uma Obra Episcopal de Cooperação
para o Desenvolvimento, fundada na Alemanha, em
1958, como organização contra "a fome e a doença
no mundo". Tem como missão:
* combater as causas da miséria que se manifesta
em forma de fome, doença, pobreza e outras formas
de sofrimento humano, sobretudo nos países da
Ásia, da África e da América Latina;
* possibilitar às pessoas atingidas uma vida digna;
* promover a justiça, a liberdade, a reconciliação e a
paz no mundo.
Com a colaboração de nossas parcerias e agentes,
seguimos junt@s, na batalha pela justiça social.
terça-feira, 2 de junho de 2009
A "Pastoral da Mulher" como um espaço de visibilidade e reconhecimento
Por Mauricio Burbano A., S.I.
A “Pastoral da Mulher” em Belo Horizonte tem seu centro de atendimento na Av. Santos Dumont, próximo à rodoviária da cidade. Na área circundante, pode-se observar um intenso movimento de pessoas e carros, além de um concorrido comércio formal (lojas) e informal (vendedores ambulantes). Perto deste lugar se encontra a “Praça Rio Branco” mais conhecida como “Praça da Rodoviaria” que é um dos pontos onde se concentra a prostituição. Esta praça não é lugar para se ficar e desfrutar em família, mas sim, um lugar de passagem; com sua tonalidade cinza, tem certo ar de invisibilidade. Perto desta praça está a estreita Rua Guaicurus, paralela à Av. Santos Dumont. Na Rua Guaicurus encontram-se os hotéis onde acontece a prostituição. Para um pedestre desprevenido, estes hotéis podem passar invisíveis a primeira vista, uma vez que a área é rodeada por varias lojas com intenso movimento comercial.
Em contraste com a invisibilidade que gira ao redor da prostituição, a “Pastoral da Mulher” é uma pastoral urbana da “visibilidade”. Tem-se um letreiro claramente legível, produz-se material impresso (folhetos, cartões) e digital (http://pastoraldamulherbh.blogspot.com/) que brindam visibilidade. Por outro lado, esta pastoral é um espaço de “reconhecimento”. As mulheres são chamadas pelo seu próprio nome e celebra-se a vida junto a elas: aniversários, natal, dia da mulher, etc. No “cantinho da paz”, as mulheres partilham seus problemas, angústias, alegrias, sonhos e esperanças sem temor de serem julgadas. Esta visibilidade e reconhecimento passa também pelo exercício da cidadania. Desta maneira, a Pastoral da Mulher promove atividades ligadas à inclusão social e cidadã, tais como marchas públicas, oficinas de capacitação, e outras. Visibilidade e reconhecimento são duas dimensões que possibilitam à mulher em situação de prostituição resgatar seu valor e dignidade de pessoa.
La "Pastoral de la Mujer" como un espacio de visibilidad y reconocimiento
Mauricio Burbano A., S.I.
La “Pastoral de la Mujer ” en Belo Horizonte tiene su centro de atención en la Av. Santos Dumont, cerca de la terminal de buses de la ciudad. En el área circundante, podemos observar un intenso movimiento de personas y carros, además de un concurrido comercio formal (almacenes) e informal (vendedores en la calle). Cerca del lugar se encuentra la “Praça Rio Branco” más conocida como “Praça da Rodoviaria” que es uno de los puntos en donde se concentra la prostitución. Esta plaza no es un lugar para quedarse y disfrutar en familia, sino más bien es un lugar de
paso; con su tonalidad grisácea, adquiere cierto aire de invisibilidad. Cerca de esta plaza está la estrecha calle “Guaicurus”, paralela a la Av. Santos Dumont. En la Guaicurus se encuentran los hoteles donde se ejerce la prostitución. Para un transeúnte desprevenido, estos hoteles pueden pasar invisibles a primera vista, por cuanto el área está rodeada de varios almacenes con un intenso movimiento comercial.
La invisibilidad de esta zona de la ciudad se refleja en el oficio mismo de la prostitución. El “cliente” visita los hoteles, como si no hubiese pasado, ya que no quiere ser identificado. Por otro lado, las mujeres también ocultan su identidad ya que adoptan un nombre ficticio y frecuentemente vienen de lugares lejanos: Sao Paulo, Espíritu Santo, Bahía. De esta manera, evitan ser reconocidas por familiares o allegados.
En contraste con la invisibilidad que gira alrededor de la prostitución, la “Pastoral de la Mujer” es una pastoral urbana de la “visibilidad”. Se tiene un letrero claramente legible, se produce material impreso (folletos, tarjetas) y digital (http://pastoraldamulherbh.blogspot.com/) que brindan visibilidad. Además, esta pastoral es un espacio de “reconocimiento”. Las mujeres son llamadas por su propio nombre y se celebra la vida junto a ellas: cumpleaños, navidad, año nuevo, día de la mujer, etc. Las mujeres comparten en el “cantinho da paz” sus problemas, angustias, alegrías, sueños y esperanzas sin temor a ser juzgadas. Esta visibilidad y reconocimiento pasa también por el ejercicio de la ciudadanía. Para ello, se organizan actividades que promueven la inclusión social y ciudadana: marchas públicas, talleres de capacitación, etc. De esta manera,
visibilidad y reconocimiento vienen a ser dos dimensiones que posibilitan a la mujer en situación de prostitución rescatar su valor y dignidad de persona.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
ATENÇÃO
Dinâmica no Cantinho da Paz - Recordações e Espiritualidade
Recordar o passado pode trazer sentimentos positivos ou negativos. Em uma tarde nostálgica, o
Logo após, a atividade seguiu seu rumo através do canto e coreografia permeada por significados, uma oração em forma de canção.
@: faz referência ao gênero feminino e masculino quando utilizado na composição das palavras.
Celebrações de Páscoa na Pastoral da Mulher
No dia 08 de abril, aconteceu a Celebração de Lavapés. Rememoramos o ato que Jesus realizou com os apóstolos antes da ceia, demonstrando uma profunda atitude de humildade, se colocando como servidor. As mulheres tiveram seus pés lavados e, logo após, repartiu-se o pão. Foi um momento de espiritualidade e de partilha, no qual as próprias mulheres expressaram sua visão sobre o significado de cada gesto celebrado.
Já no dia 13 de abril, a equipe de espiritualidade, junto com as mulheres, preparou o ambiente com uma bela mesa de velas e frutas. Foi feita uma encenação sobre a ressurreição de Cristo, na qual o agente João Paulo leu uma passagem da Bíblia sobre essa importante acontecimento relatado (Lc 24, 13-38). Finalizou-se a celebração com um Pai Nosso.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Aviso
As atividades retornam normalmente na segunda-feira, dia 13 de abril.
quinta-feira, 26 de março de 2009
BOA LEITURA - HISTÓRIA DAS RELAÇÕES DE GÊNERO
História das relações de gênero é uma exploração fascinante do que ocorre com as idéias estabelecidas sobre homens e mulheres quando sistemas culturais distintos entram em contato. Valendo-se de uma grande variedade de exemplos, da pré-história ao século XXI, e abarcando diferentes sociedades, da China às Américas, da África ao norte da Europa, passando por Oriente Médio, Rússia, Japão e Austrália, o historiador Peter N. Stearns delineia o quadro dos encontros culturais internacionais mais significativos e seus efeitos sobre as relações de gênero. O impacto do islamismo e das práticas de gênero do Oriente Médio na Índia e na África subsaariana; o resultado dos contatos da China com a condição feminina entre japoneses e mongóis; a influência colonial européia na América, Índia, África e Oceania; o impacto das ações internacionais no Oriente Médio; e os efeitos da atuação de organizações internacionais e do consumismo global são alguns dos assuntos discutidos neste livro.
HISTÓRIA DAS RELAÇÕES DE GÊNERO
AUTOR: Peter N. Stearns
Sinopse do livro: www.editoracontexto.com.br/livro
VOCÊ CONHECE O GRUPO VÊNUS DE TEATRO?

O Grupo Vênus de Teatro nasceu na Pastoral da Mulher, a partir da iniciativa de Hercília Levy e Elizabeth Mascarenhas, que se propuseram a trabalhar o teatro com as mulheres atendidas. Durante dois anos a APMM/BH apoiou o grupo, até que este tomou vida própria e seguiu sua caminhada. Hercília resolveu investir nesse trabalho junto às mulheres e assumiu a coordenação.
Já com 14 anos de existência, hoje o grupo é composto por 15 mulheres, de diferentes profissões, e já encenou quatro peças, sendo elas:
-Morte e vida Severina, de João Cabral Neto.
- A gota d’água, de Paulo Pontes e Chico Buarque de Holanda.
- A casa de Bernada Alba, Garcia Lorca.
- Aurora da minha vida, de Naum Alves de Sousa.
Também tiveram uma participação especial, em março de 2007, no filme "A morte de Fedra", fazendo uma cena de dança e figuração. No momento, o grupo está na fase de montagem e produção de sua 5ª peça, chamada Circulo de Giz Calcaziano, de Bertolt Brecht.
O grupo vem realizando suas produções com muito esforço, empenho e amor à arte, seguindo uma trajetória de luta em busca de apoio e patrocínios. Apesar de todas as dificuldades, essas mulheres venceram e têm levado seu trabalho para o público.
O Grupo Vênus está em fase de captação de recursos. Invista em cultura, apoie essa iniciativa!
A MULHER E O MEIO AMBIENTE*

A cada dia que passa, a mulher vem se tornando a principal responsável pela família. A diversidade de suas tarefas faz com que ela desenvolva um conhecimento mais compreensivo e inclusivo sobre o seu meio ambiente. Esta sua habilidade torna-se um elemento cada vez mais importante para o manejo e recuperação do meio ambiente.
A mulher vivencia mais fortemente a necessidade de definir sua cidadania, procurando o cenário propício para desenvolver sua individualidade. Ao mesmo tempo, luta para proteger aquilo que considera o núcleo fundamental de sua existência: o ar, a água e o solo, aos quais vincula sua vida, seu trabalho, seus sonhos. Essa responsabilidade, somada às dificuldades que afetam a todos, faz com que a mulher seja a primeira a protestar e a agir contra condições de agravamento da degradação ambiental.
Entretanto, não importando quanto seja inventiva e habilidosa, a mulher é, mais freqüentemente que o homem, privada das possibilidades de usar e administrar recursos naturais, frustrando sua capacidade de prover sua sobrevivência diária e neutralizando a contribuição que possa trazer ao manejo ambiental sustentável.
Por suas inumeráveis formas de participação e atividade dentro da sociedade, com forte influência nas decisões das políticas de desenvolvimento, quer direta ou indiretamente, a mulher não pode ficar à margem da causa ambiental. Ela está diretamente relacionada ao meio ambiente e consequentemente ao desenvolvimento sustentável, possuindo papel decisivo na realização das mudanças necessárias para reduzir ou eliminar padrões insustentáveis de consumo e produção, estimular o investimento em atividades produtivas ambientalmente saudáveis e induzir a um desenvolvimento industrial benévolo do ponto de vista ambiental e social, além de desenvolver a consciência dos consumidores e a participação ativa na preservação ambiental. As medidas estratégicas necessárias para uma nova ordem do meio ambiente exigem um método global, multidisciplinar e intersetorial. A participação e a liderança da mulher são fundamentais em todos os aspectos. As políticas de desenvolvimento sustentável que não contenham a participação do homem e da mulher, não conseguirão resultados a longo prazo. A participação mais efetiva da mulher na geração de conhecimentos e na educação ambiental, na adoção de decisões e na gestão em todos os níveis é fundamental. Enquanto a contribuição da mulher não receber reconhecimento e apoio, o desenvolvimento sustentável seguirá sendo um objetivo difícil de ser alcançado.
Felizmente, as experiências e contribuições da mulher a um meio ambiente ecologicamente racional devem ocupar um lugar prioritário no século XXI. De fato, nos últimos anos, vem ocorrendo uma intensa discussão sobre a relação da mulher com a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento de políticas. Essa discussão parte da preocupação de como a mulher está inserida no processo de desenvolvimento, seu papel e suas funções.
A mulher pode, em seu papel de mãe e educadora, fazer entender que somos parte da ecologia, que o ser humano é ecologia e que não temos o direito de usar o mundo como se fôssemos os únicos donos do planeta. Nós não somos donos de nada. Somos simplesmente uma espécie que vive nesse planeta, e essa espécie tem que viver harmoniosamente com outras espécies. Não podemos ser os predadores do planeta. Precisamos cuidar da terra como cuidamos de nossa casa e de nós mesmos: nossa natureza é a própria natureza.
Somos animais, humanos, do gênero feminino. Como animais, podemos sentir, pensar e nos comportar. Como seres humanos, podemos encontrar sentido nessas situações. Mas é como mulheres que podemos realmente cuidar.
*Texto de Eliana Rocha Furtado, engenheira, e, Laiena Ribeiro Teixeira Dib, bióloga, funcionárias da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte.
“Esse agora será o nosso amanhã”. As lutas e posicionamentos de hoje refletirão em nossas vidas no futuro.
Chiquinha Gonzaga - Mulher PioneiraCompositora e maestrina brasileira
Norte-rio-grandense que detém o honroso título de primeira eleitora do Brasil, Celina Guimarães Viana nasceu em Natal, em 1898, e faleceu em Belo Horizonte, em 1972.direitos da Mulher - Março/2008
"A minha geração usufrui de coisas pelas quais outras gerações lutaram, ainda assim lutamos para que possamos tê-las plenamente. Sinto-me uma jovem mais livre, sei que ainda existem muitas coisas para serem construídas.
Sabe, para escrever este texto fiquei muito atenta ao que diferenciava o meu ser jovem enquanto mulher na sociedade atual. Pensando nisto, questionei-me sobre o que era diferente de outros tempos e como vivo hoje. Sinto que agora as coisas estão sendo desconstruidas para que se construam outras, assim, algumas coisas já mudaram enquanto outras estão neste processo".
* Artigo Ser uma Mulher Jovem, escrito por Carla Romão/2007; Carla Romão, 20 anos, estudante do terceiro período de Ciências Sociais da UERJ, professora de educação infantil, colaboradora da CAMTRA - Casa da Mulher Trabalhadora - e militante da Marcha Mundial das Mulheres.
Fonte:http://www.uff.br/obsjovem/mambo/index.php?option=com_content&task=view&id=222&Itemid=23
Ser mulher na Libéria*
"Ser mulher na Libéria significa, literalmente, começar a trabalhar duro aos 10 anos de idade. Significa ser e estar velha antes dos 40 anos. Num lugar exposto a tantas guerras civis, os meninos são desde cedo aliciados, à força mesmo, para a guerra.
Mulheres estupradas pelas milicias é lugar comum, e impotentes nada lhes resta a não ser criar os filhos de seus estupradores.
Na África ainda hoje, as mulheres fazem o serviço pesado e os homens apenas demandam os resultados, que devem ser levados a efeito com eficiência e diligência, como carregar filho, fardo , e lata d’água na cabeça, enquanto o homem nada carrega, apenas serve de "coelho de prova", estipulando-lhe o rítmo a ser observado.
Neste lugar pobre e miserável os homens não anseiam pela paz, pois que o exército (formal ou não) lhes garante o soldo em espécie. Não precisam trabalhar. Só matar.
Mas o impensável, o improvável, o impossível aconteceu. As mulheres liberianas num acordo sub-liminar tácito de silêncio, elegem Ellen Johnson-Sirleaf, de 67 anos, a primeira mulher presidente de uma nação africana".
Ellen Johnson-Sirleaf, presidente da Libéria* Artigo escrito por Cylene Dantas da Gama (historiadora e ambientalista). 2006
Fonte:http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article299
Feridas para sempre*
"Pelo menos 130 milhões de mulheres (a maioria vive na África) são dilaceradas pela amputação dos próprios órgãos sexuais. A cada dia, seis mil meninas seriam obrigadas a se submeter a essa violência ritual. É uma prática atroz, perpetrada em nome das tradições culturais. Um tema intrigante que começa a suscitar a indignação e a reação do mundo.
O debate a respeito das mutilações femininas:
Fatma estava com cinco anos, quando foi transformada, à força, em mulher. Naquele dia, despertada pela mãe nas primeiras luzes do dia, foi conduzida à cabana de uma anciã, numa aldeia ao norte da Somália. Deitada na nua terra, Fatma teve mãos e pés amarrados com tiras de pano, ficando imobilizada. A mãe apertou-lhe fortemente as mãozinhas e lhe disse para ficar calma, tranqüila, e não se preocupar. "Eu estava confusa, não sabia o que estava acontecendo – conta Fatma – mas depois vi a lâmina da navalha e explodi em choro".
As lembranças passam a ser pesadelos: "Senti uma dor lancinante que me arrancou um fortíssimo grito. Vi entre as minhas pernas um rio de sangue e desmaiei. Quando me recuperei, não tinha mais força para levantar... me senti diferente... era uma outra pessoa". Hoje, Fatma, com quarenta anos, trabalha para uma associação humanitária e está em primeira linha no combate para os direitos da mulher, junto com outras centenas de ativistas africanas e árabes (feministas, políticas, médicas, advogadas, ex-curandeiras tradicionais).
*Artigo escrito por Laura Costantini.
Fonte: Artigo da Revista África - acesso em Revista "Mundo e Missão" www.pime.org.br/mundoemissao/mulhersempre.htm
Ô ABRE ALAS, QUE EU QUERO PASSAR*
Dia 8 de março de1857, época da revolução industrial, 130 trabalhadoras de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque foram violentamente reprimidas ao ocuparem a fábrica, numa reivindicação por melhores condições de trabalho. Como repressão, a fábrica foi incendiada e todas morreram carbonizadas.
Somente em 1975, em homenagem a essas mulheres, a ONU oficializou esse dia como o dia internacional da mulher. Portanto, é uma data em que movimentos em defesa dos direitos da mulher intensificam suas manifestações, denunciam a violação a esses direitos, assim como festejam suas conquistas.
Qual o sentido atual de ainda se manter esse dia? Qual a condição da mulher no mundo atual, que avanços, que retrocessos podemos reconhecer?
Desde a época industrial, passando pelo movimento feminista, até atualmente, a luta pelos direitos e pela cidadania da mulher teve muitas conquistas. Viemos de um período, não muito distante, em que a mulher não podia trabalhar fora; quando o conseguiu, foi em situação de carga horária e de salário sempre inferiores aos dos homens; inicialmente, não podia estudar, depois, lhe foi permitido cursar apenas o ensino fundamental e só mais tarde, o superior; não podia votar; sofreu preconceitos ao se tornar divorciada, ou melhor, "separada" (quando ainda não existia o divórcio). Foi oprimida e reprimida no desenvolvimento de seu potencial.
Atualmente, esse panorama mudou para melhor em muitos aspectos. Em outros, continua quase igual. Em alguns, até pior. A mulher hoje se encontra em quase todas as frentes de trabalho, inclusive, em maior número que os homens em algumas; mas suas condições salariais ainda são menores; muitas fazem jornada dupla (uns dizem que tripla), pois têm que continuar a jornada de trabalho em casa, onde nem sempre as tarefas são divididas igualitariamente. Têm mais acesso ao estudo e se qualificam cada vez mais. Podem votar e participam ativamente da política, ocupando cargos no legislativo e no executivo.
Existem políticas públicas voltadas para sua promoção. A mulher divorciada é mais respeitada, em geral; conquistou maior autonomia e liberdade. Mas, também podemos presenciar situações controversas, avanços convivendo com desrespeitos e atitudes indignas.
Em alguns países, mulheres ainda têm seus órgãos sexuais mutilados; são apedrejadas e condenadas à morte por "traírem" seus maridos; não podem ter acesso aos estudos; são mercadorias de troca; são "escravas" do mercado sexual; é grande o número de violência física contra as mulheres, especialmente, a realizada por seus maridos; sofrem preconceitos em certos tipos de trabalho e desvantagens várias com relação aos homens. Ainda recaí sobre elas o cuidado dos filhos e da casa.
Como se pode ver, não há lugar para enganos: o mundo é mais dos homens, e as mulheres são consideradas "seres inferiores" que precisam lutar por igualdade de direitos, respeito e dignidade. Essa luta é de toda a sociedade, inclusive, dos homens de bem. O primeiro passo nessa luta é a própria mulher conhecer a história das mulheres em nossa sociedade. Grande parte não conhece essa história e é presa fácil na manutenção desse funcionamento social opressor e que mantém as coisas tal qual estão, sem mudança alguma. O segundo passo é indignar-se com tamanha injustiça. O terceiro passo é agir: buscando sua própria libertação e se unindo a todos os aliados e aliadas que querem um mundo sem preconceitos e igualitário, em que mulheres e homens sejam solidários em suas diferenças. Esse novo mundo não pode ser posto no futuro. Ele se atualiza em cada atitude que se tem agora. Esse agora será o nosso amanhã.
PASTORAL DA MULHER PROMOVE CURSO DE BOLSAS EM MACRAMÊ
A mensagem que se fortaleceu durante o período de abertura do curso foi: “ao atar nós, podemos desatar os nós da vida”.
Neide e izilda pediram que as mulheres marcassem muito o dia 11 de março, pois, ali poderiam estar dando um grande
passo para uma grande caminhada.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Caminhadas pelo Dia da Mulher
Intervenção teatral no centro de BHSemana da Mulher 2009 na APMM/BH
02/03
Com Leonildo Miranda - Escritor e Contador de histórias.
03/03
Dia do Bem-estar
Sandra Martins - Massoterapeuta
04/03
Dia da Saúde
Bate-papo sobre temas relacionados à saúde da mulher, conduzido pela enfermeira Maria das Graças dos santos e as agentes comunitárias, Solange Abreu e Valéria Avelar, do Centro de Saúde Carlos Chagas.
05/03
Relembrando a história do 8 de março
Questionamentos e enfrentamento da realidade
da Mulher nos dias atuais.
É preciso ser feliz, apesar de...
Júlio ainda ressalta que cada um (a) de nós somos muitos (as), isto é, somos seres constituídos de multiplicidade. Mas o modo como a sociedade nos enxerga nem sempre condiz com a forma como nós nos vemos. Existem muitos estereótipos e modos de pensar que absorvemos sem perceber. Precisamos refletir, dosar nossos julgamentos e procurar fazer a nossa parte, algo que seja bom não apenas para si, mas para um todo também. E o mais importante, tentar ser feliz respeitando o limite do (a) outro (a).
Oficinas de arte no Cantinho da Paz
Em fevereiro de 2009 a produção de Arte Livre foi um destaque no Cantinho da Paz. A oficina é coordenada pelo pintor Denir Robson, voluntário Jesuíta, que traz diversas técnicas e formas de fazer arte para as mulheres. Foram desenvolvidas atividades como desenho de observação, moldes com massinha (construção coletiva), ornamentação em roupas com desenhos feitos à mão, entre outras. A participação das mulheres é efetiva e muito produtiva. Além da oficina de Arte Livre com Denir, a Pastoral da Mulher também dará continuação à Oficina de Pintura com ir. Leonira Camatta, outra atividade também muito procurada.Pastoral da Mulher no lançamento da Campanha da fraternidade 2009
Ir. Lúcia Alves distribui exemplares do Jornal Grito Mulher
De acordo com o artigo da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil), “mais de mil pessoas lotaram o plenário Juscelino Kubitschek, da Assembléia Legislativa de Belo Horizonte (MG), às 16h do dia 26 de fevereiro, para o lançamento da Campanha da Fraternidade 2009, “Fraternidade e Segurança Pública” e lema: “A paz é fruto da Justiça”. De acordo com a assessoria da Assembléia, este é o maior público registrado em uma Reunião Especial da Casa”. (Ler artigo em www.cnbb.org.br)
Segundo Dom Walmor, “o lançamento na Assembléia Legislativa em Belo Horizonte, tem um grande significado, pois aqui é a casa do povo. Lugar para garantir e promover a justiça. O tema tem tudo a ver, não só com a igreja e a sociedade, mas com essa casa”, destacou o arcebispo.
A Pastoral se fez presente no Lançamento da Campanha da Fraternidade 2009. Ao todo, cinco agentes e sete mulheres estiveram na Assembléia. Enquanto Pastoral, podemos dizer que o espaço não foi adequado ao evento, já que o plenário não comporta o número de pessoas que compareceram (entre grupos sociais, pastorais, religiosos, imprensa, etc.). Com isso, muitos grupos, inclusive a Pastoral, assistiram tudo via telão. Apesar de a Assembléia ser um local importante, onde tantas decisões pertinentes à segurança pública, entre outros assuntos, são tomadas, ressaltamos que a estrutura não permitiu a participação efetiva de todas e todos.
Dentre os pronunciamentos, destacamos a fala do bispo auxiliar de Belo Horizonte, Dom Aloísio Vitral, que conduziu um momento de espiritualidade (cinco minutos). Segundo Dom Aluísio, Deus é desarmado e nos convida a segui-lo nessa conduta. Ele ainda falou sobre a fome da sociedade, que não é só de segurança, mas também de saúde, relações sociais harmoniosas, bem estar, felicidade, etc. Devemos saciar essa fome. Aí sim, a paz será fruto da justiça. Mesmo sem um espaço para falar de nossa atuação, as agentes conseguiram divulgar e conversar com algumas pessoas sobre o trabalho da APMM/BH. Foram distribuídos exemplares do Jornal Grito Mulher e da Cartilha contra a violência. Notamos bastante interesse de todas (os) que receberam o material.
Entrevistada: mulher atendida pela Pastoral da Mulher, que esteve presente na Assembléia no Lançamento da Campanha.
Dê sua opinião sobre o lançamento da Campanha da Fraternidade na Assembléia Legislativa.
Não foi muito bom, pois assistimos tudo pelo telão. Foi um contato frio, onde não tivemos a oportunidade para colocar a nossa voz. Deveria ser em um espaço mais aberto.
Qual foi a fala mais marcante para você?
Foi a de Dom Aloísio. Ele nos falou sobre a importância de nos desarmar e olhar para o essencial da vida. Mas ele teve muito pouco tempo para falar.
Como alcançar a justiça?
Acho que devemos ser mais solidárias (os), pois onde tem solidariedade e compreensão não tem violência. Mas no extremo que estamos vivendo hoje, é muito complicado manter a calma e alcançar essa justiça. Além do que, a corrupção está na sociedade como um todo, mas a punição não chega para os ricos.
Para você, o que é Segurança Pública e qual a relação da Pastoral da Mulher com essa questão?
Para mim Segurança Pública tem a ver com o sistema da prisão (não soltar os ladrões, criminosos), com a estrutura da cidade. Também tem a ver com a segurança nos hotéis*, pois as mulheres ficam expostas a tudo, violência física e psicológica. Entra todo tipo de gente sem distinção, como traficantes, gente armada, etc. Não existe averiguação e, se uma mulher grita por socorro, não tem ajuda na maioria das vezes. Depois das tragédias, ninguém sabe de nada. É assim que incluo a Pastoral na segurança pública, atuando no sentido de autoridade, conscientização e orientação para as mulheres.










