E perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" E ele lhes contou a seguinte parábola:
terça-feira, 12 de julho de 2011
Já há mais mulheres empreendedoras no Brasil do que homens
O número de brasileiras à frente do próprio negócio superou o de homens pela primeira vez na história. Elas já são 53% dos profissionais que decidem juntar as economias e tentar a sorte em carreira solo – um universo de 18,8 milhões de pessoas no Brasil. As mulheres já vinham ensaiando a decolagem há quase uma década.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Brasil tem mamógrafos de sobra, mas só 12% das mulheres conseguem fazer exame para diagnosticar câncer de mama
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem quase o dobro do número de mamógrafos necessário para detecção precoce de tumores na mama. Mas só consegue atender 12% das mulheres entre 40 e 70 anos, faixa de idade na qual a mamografia é recomendada.
A situação é resultado da concentração dos aparelhos em algumas áreas do país, em detrimento de outras, além da baixa produtividade e da inoperância de boa parte do aparato disponível. O câncer de mama é um tipo de neoplasia que mais mata entre as mulheres.
A situação é resultado da concentração dos aparelhos em algumas áreas do país, em detrimento de outras, além da baixa produtividade e da inoperância de boa parte do aparato disponível. O câncer de mama é um tipo de neoplasia que mais mata entre as mulheres.
A justiça ainda está fora do alcance para milhões de mulheres
O relatório insígnia da nova identidade da ONU para as mulheres insta aos governos a adotar medidas urgentes para erradicar as injustiças que mantêm as mulheres na pobreza e com menos poder que os homens em todos os países do mundo.
A justiça continua sendo inatingível para milhões de mulheres do mundo, adverte o relatório insígnia emitido hoje (6 julho 2011) pela ONU Mulheres.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Eu Sou Migrante - Cida Mata Alvares
Sou Latino Americano, Sangue de luta trago nas veias
Coração brasa no peito, mente acelerada pra vida
Levo esperança de um futuro feliz, sou mais um migrante neste país
Coração brasa no peito, mente acelerada pra vida
Levo esperança de um futuro feliz, sou mais um migrante neste país
Trago no peito, as marcas da história, de um povo que quer resgatar a memória
De gente que anda de um lado pro outro, buscando melhorar a vida
Machucado e ferida.
De gente que anda de um lado pro outro, buscando melhorar a vida
Machucado e ferida.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A participação da mulher na Igreja exige um novo modelo de Igreja
Teólogo e biblista chileno
Creio que o problema da participação da mulher na Igreja somente pode ser entendido dentro de uma definição eclesiológica global. Quando Jesus entrou no templo, o definiu como "cova de bandidos”.
O povo judeu, em grande parte, é de uma religião do templo; e nesse tipo de religião, a participação da mulher é impensável.
O ministério "sacerdotal” é algo próprio da religião judaica.
A Igreja cristã não está nessa tradição do templo, nem os homens, nem das mulheres.
Pesquisa: 43% das mulheres já foram vítimas de violência doméstica no Brasil
Quatro em cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. O número consta do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado nesta segunda-feira (4) pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese).
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Hotéis da zona boêmia negam existência de tráfico de drogas
Donos de hotéis da zona boêmia da capital negam a ocorrência de tráfico de drogas nas dependências de seus estabelecimentos. A denúncia foi feita pela Associação de Prostitutas de Belo Horizonte. As profissionais do sexo utilizam os quartos alugados na rua Guaicurus e adjacências, no centro, para atender seus clientes.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Justiça nega pedido de interdição de locais de prostituição no Centro de BH
Ministério Público pediu interdição dos imóveis por exercerem atividade ilegal. Cabe recurso da decisão.
A Justiça mineira manteve o funcionamento de prostíbulos no centro da capital mineira. O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com ação solicitando que o Judiciário determinasse a interdição dos estabelecimentos "por exercerem atividade ilícita", mas o juiz Renato Luiz Dresch, substituto da 5ª Vara Municipal de Belo Horizonte do Fórum Lafayette, negou a liminar sob alegação de que os prostíbulos funcionam há muito tempo no local e que não há necessidade "emergencial" do fechamento.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Universidade Cândido Mendes promove Seminário Gênero e Religiões, no Rio de Janeiro
A Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, promoverá no dia 29 de junho, às 18h, no Salão Marquês de Pará, o Seminário Gênero e Religiões.
Festa Junina na Pastoral
A Pastoral da Mulher realizou no dia 22 de junho, na sua sede do Cantinho da Paz, uma festa junina com as mulheres participantes do projeto, e os agentes. Houve fartura de comida (Caldo de feijão, canjica, etc) quadrilhas, casamento matuto e muito forró. Muitas se vestiram a caráter para participar da festa.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Brasileiras morrem
Carla Kreefft
O Brasil é o 12º país do mundo no ranking daqueles que mais matam mulheres. Em São Paulo, de 1997 a 2007, dez mulheres foram mortas por dia. A principal motivação para os assassinatos são o envolvimento com o tráfico de drogas e a violência doméstica, geralmente originada do parceiro.
São dados que chocam e causam tremenda indignação. Se, em países muçulmanos, as mulheres são mortas, na maioria das vezes, em função de regimes autoritários e machistas, no Brasil, apesar da democracia, a mulher também é morta por razões machistas. O crime passional é uma realidade brasileira que, apesar de não ter o respaldo oficial, persiste pela impunidade.
São dados que chocam e causam tremenda indignação. Se, em países muçulmanos, as mulheres são mortas, na maioria das vezes, em função de regimes autoritários e machistas, no Brasil, apesar da democracia, a mulher também é morta por razões machistas. O crime passional é uma realidade brasileira que, apesar de não ter o respaldo oficial, persiste pela impunidade.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Celebração e ato contra a violência de gênero
Depois da morte de Michele, as mulheres que batalham no hipercentro de BH e os agentes da Pastoral da Mulher de BH realizaram no dia 16 de junho um grande ato de repúdio à onda de violência de gênero, e especial à violência contra as mulheres que estão em situação de prostituição. Faixas e cartazes traziam o sentimento das manifestantes. O ato contou com a participação de membros da Defensoria Pública de Minas Gerais.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER FOI TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CAMARA MUNICIPAL DE BH
A Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte realizou o dia 7 de junho audiência pública para debater formas de enfrentar o problema da violência contra a mulher. A audiência foi às 10h, no plenário Helvécio Arantes.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Pelo fim da impunidade da violência contra as mulheres
Na próxima quinta feira, dia 16 de junho, às 15.00 horas, realizaremos na sede da Pastoral da Mulher uma celebração religiosa em memoria de Michele, que foi brutalmente assassinada terça feira passada, e um ato de repudio à violência que sofrem as mulheres.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Há crianças em mais de 50% de prostíbulos em estradas
Em mais de 50% dos pontos de prostituição nas estradas brasileiras, há crianças se prostituindo. Especialmente meninas, em 53% dos casos. Mas há também meninos (27%). A intensidade da atividade de prostituição infanto-juvenil aumenta na direção Sul-Norte, superando 70% dos casos na região Norte e 60% no Nordeste. Esses números são informados pelos caminhoneiros. Trabalhadores nas rodovias brasileiras, eles foram escolhidos para um levantamento sobre o tamanho da exploração sexual de crianças no país por serem um dos públicos mais relacionados com o problema.
ONG alerta para risco de aumento da exploração sexual na Copa de 2014
A realização da próxima Copa do Mundo no Brasil pode aumentar os casos de exploração sexual, inclusive de crianças e adolescentes, por turistas estrangeiros. O alerta é da advogada Andreza Smith da organização não governamental (ONG) Sodireitos. “Você já pensou em um jogo em Manaus? Quem é que vai fiscalizar o rio?”, perguntou ao fazer referência a possíveis casos de programas sexuais em barcos que trafegam nos rios Negro e Solimões, por exemplo. “Isso não está sendo falado”, criticou.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
2 de junho
No dia 2 de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções, em nome de uma “guerra contra o rufianismo”, e até contra assassinatos de colegas que sequer eram investigados. Além disso, maridos e filhos de prostitutas eram processados como rufiões, por se beneficiarem dos rendimentos das mulheres. Tabernas deixaram de alugar quartos para as trabalhadoras do sexo, com medo da repressão policial. A diretoria da igreja e a população de Lyon apoiaram a manifestação e deram proteção a elas.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Meninas se tornam “Escravas Brancas” em prostíbulos de Porto Velho
Droga e prostituição nas usinas do Madeira em Rondônia
As obras das Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio no Rio Madeira, trouxeram milhares de trabalhadores para a região de Porto Velho e entorno, homens em busca das oportunidades de emprego oferecidas pelos referidos consórcios. Junto também com as oportunidades de trabalho e desenvolvimento, abriu-se outra frente de serviço e negócio na região das usinas: A da prostituição e o tráfico de drogas.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
18 maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes
Pe. Sidnei Marco Dornelas
GT Tráfico de Pessoas. Setor Pastoral da Mobilidade Humana - CNBB
AditalA realidade de vulnerabilidade em que se encontram as crianças e adolescentes em nosso país já é matéria de reflexão que nos ocupa há muitos anos. A precariedade em que se encontram as famílias mais pobres faz com que desde cedo as crianças assumam tarefas de adultos no âmbito doméstico. Outras vezes são vistas como um peso, sofrem inúmeras violências, também de ordem sexual, ou são pura e simplesmente abandonadas à própria sorte. Nesse sentido é que testemunhamos a reincidência dos casos de trabalho infantil, que são até hoje denunciados, e que persistem, para além de todas as políticas de compensação e reinserção social. Paralelamente, o mundo da criminalidade, juntamente com o tráfico de drogas, surge como uma sedução nefasta para vários grupos de jovens, carentes de reais oportunidades e alternativas de futuro. Esse quadro de desvalorização da vida de crianças e adolescentes encontra eco nos casos de exploração e abuso sexual de que são vítimas, e acabaram se tornando um dos grandes escândalos em nosso país. A questão do tráfico de pessoas é um dos pontos mais sensível dessa forma anômala de exploração econômica.
terça-feira, 17 de maio de 2011
PAULUS LANÇA BIOGRAFIA DE MONSENHOR ROMERO
Agora, já são 31 anos desde que o arcebispo Oscar Romero do El Salvador foi assassinado por um esquadrão da morte do Exército salvadorenho no dia 24 de março de 1980. Cristãos de todo o mundo irão relembrar o "Monseñor", como ele era conhecido, durante este ano comemorativo. O livro de Scott Wright, "Oscar Romero e a Comunhão dos Santos: uma biografia (Ed. Paulus) nos ajuda a compreender por que Oscar Romero encontrou um lugar nos afetos, nas memórias e na espiritualidade de tantas pessoas.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Combate ao Tráfico de Pessoas está em diferentes níveis em países da América Latina
Tatiana Félix
A Divisão contra o Tráfico de Pessoas da Polícia Nacional do Peru resgatou 157 vítimas de tráfico humano, nas modalidades de exploração sexual e laboral, entre janeiro e abril deste ano. Segundo o organismo, 90% dos resgates aconteceram na capital do país, Lima. A maioria das vítimas eram mulheres que estavam sendo exploradas sexualmente em discotecas e em centros de massagem. Também foram encontradas crianças.
O tráfico de pessoas está entre os três crimes que mais obtém lucro por meio de redes organizadas. Acredita-se que o comércio de seres humanos movimente algo em torno de 32 bilhões de dólares no mundo. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que cerca de 1,2 milhão de crianças sejam vítimas do tráfico de pessoas em todo o planeta.
O chefe da Divisão contra o Tráfico da Polícia peruana, Miguel Basilio, alertou que muitas destas vítimas caem no golpe da oferta de emprego em jornais e em painéis de mercados. "Pedem meninas para trabalhar como empregadas do lar e garçonetes nestes painéis com avisos que tem em mercados dos distritos como San Martín de Porres, Los Olivos, Comas, Villa María e Santa Anita", detalhou. Outros casos que merecem atenção, segundo ele, são as convocatórias para modelos.
A chefe da Procuradoria Provincial de Chosica, Ana Cubas, explicou que, numa escala monitorada pela Organização das Nações Unidas (ONU), dos países que realizam ações efetivas para erradicar o tráfico de pessoas, o Peru se encontra no nível 2. Ela ressaltou que para chegar ao nível 1, o país terá que ‘trabalhar muito'. Com relação à situação de outros países da América Latina, a Bolívia entrou recentemente para o nível 2, enquanto a Colômbia já se encontra no grupo 1.
Apesar de ter incrementado o número de ações de combate ao tráfico de pessoas na Bolívia, um estudo da Organização dos Estados Americanos (OEA) revelou nesta semana, que, nos últimos dez anos, os casos de exploração e tráfico de pessoas aumentaram 92,2% no país. Desta forma, a Bolívia figura entre os cinco da América do Sul que mais registram a ocorrência deste crime. De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados boliviana, 70% destas vítimas são crianças, adolescentes e mulheres.
Mas, a situação no país pode ser ainda mais grave já que a maioria dos casos são conhecidos através de registros da polícia e da Divisão de Exploração e Tráfico de Seres Humanos, que está presente apenas nas cidades de La Paz, El Alto, Cochabamba e Santa Cruz.
Desde 2007, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara trabalha no Projeto de Lei Integral contra a Exploração e o Tráfico de Pessoas, que tem o apoio da Defensoria Pública, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da União Europeia (UE). A norma tem o objetivo de proteger e dar assistência às vítimas, e punir os autores e colaboradores deste crime. A expectativa é que o projeto seja aprovado até o próximo mês de agosto.
Fonte: http://www.adital.com.br/
terça-feira, 10 de maio de 2011
Projeto prevê que testemunhas registrem agressão a mulher
Testemunhas podem procurar a polícia para registrar queixa de agressão contra mulheres, com base na Lei Maria da Penha. O Senado aprovou, em 27 de abril, o projeto que permite a terceiros fazer ocorrência em favor de mulheres agredidas pelos companheiros e familiares.
Avanço no uso da Lei
A Lei Maria da Penha prevê a "incondicionalidade", que permite a terceiros registrar as queixas. Porém, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) havia interpretado que a própria mulher tinha de registrar a ocorrência contra o agressor - o que levou o Senado a retomar a discussão sobre a chamada "incondicionalidade" da lei depois que vários Estados passaram a seguir a orientação do tribunal. Muitas mulheres não registram queixa com medo de represálias dos companheiros violentos.
O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e segue direto para análise da Câmara, sem precisar ser votado no plenário.
O projeto também determina que agressores enquadrados na Lei Maria da Penha não têm direito de ganhar o benefício de ter o processo judicial suspenso por um prazo, ao final do qual podem escapar da condenação.
Fonte: Folha on line
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Curso formará multiplicadores para prevenção ao tráfico de pessoas
O tráfico de seres humanos é uma das atividades criminosas mais lucrativas e que envolve milhares de pessoas em todo o mundo. Para aprofundar as discussões sobre esse tipo de crime, a Rede Um Grito pela Vida promoverá, neste mês, em Fortaleza (CE), o Curso de Formação de Multiplicadores para a Prevenção ao Tráfico de Pessoas.
O curso será dividido em dois encontros: os participantes se reunirão entre os dias 13 e 15, e nos dias 21 e 22 na Casa Yolanda (Rua Eurico Medina, 1260 - Henrique Jorge). Baseada na metodologia do "Ver, Julgar e Agir", a formação discutirá a definição de tráfico de pessoas, as causas, o perfil das vítimas, assim como as formas de atendimento às vítimas, e de enfrentamento e prevenção ao crime.
O curso é destinado a "pessoas que tenham compromisso" com a questão social e com combate ao tráfico de pessoas. Segundo irmã Gabriella Bottani, integrante da Rede Um Grito pela Vida, a turma será formada por 25 pessoas. Quem não conseguir se inscrever para o curso deste mês terá a oportunidade de participar em setembro, quando a Rede formará outra turma.
Irmã Gabriella comenta que é importante formar uma "rede bem articulada" de enfrentamento ao tráfico de pessoas por este ser um crime que ainda apresenta uma realidade "escondida". "Precisamos formar uma rede para quebrar o silêncio", afirma.
De acordo com ela, o Brasil é um país de origem, destino e trânsito, que apresenta tráfico tanto interno quanto externo. Realidade que também acontece em Fortaleza. As vítimas podem tanto ir para o exterior quanto permanecer no país, sendo levadas para outras cidades e estados.
O Protocolo Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças, complementar à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, considera como tráfico de pessoas: "recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração".
A integrante da Rede Um Grito pela Vida revela que está crescendo o número de homens jovens e de travestis traficados. Entretanto, a grande maioria das vítimas segue sendo as mulheres. "O perfil das vítimas é mulher jovem, de baixa renda", afirma, comentando que, além da questão de gênero, a etnia também está presente no tráfico de pessoas. Segundo ela, a maioria das vítimas é afrodescendente.
Irmã Gabriella ressalta que o enfretamento ao tráfico deve levar em consideração tanto a "oferta" quanto a "demanda". Para ela, a prevenção deve atuar para reduzir a demanda e para sensibilizar e informar as vítimas. Ela lembra que também é importante trabalhar na redução das causas que levam essas pessoas a se tornarem vítimas do tráfico, como questões de gênero e condições econômicas.
Karol Assunção
http://www.adital.com,.br/
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O SENHOR DA MINHA FÉ
Frei Betto
Não creio no deus dos magistrados, nem no deus dos generais, ou das orações patrióticas.
Não creio no deus dos hinos fúnebres, nem no deus das salas de audiências, ou dos prólogos das constituições ou dos epílogos dos discursos eloqüentes.
Não creio no deus da sorte dos ricos, nem no deus do medo dos opulentos, ou da alegria dos que roubam do povo.
Não creio no deus da paz mentirosa, nem no deus da justiça impopular, ou das venerandas tradições nacionais.
Não creio no deus dos sermões vazios, nem no deus das saudações protocolares, ou dos matrimônios sem amor.
Não creio no deus construído à imagem e semelhança dos poderosos, nem no deus inventado para sedativo das misérias e sofrimentos dos pobres.
Não creio no deus que dorme nas paredes ou se esconde no cofre das igrejas. Não creio no deus dos natais comerciais nem no deus das propagandas coloridas. Não creio no deus feito de mentiras, tão frágil como o barro, nem no deus da ordem estabelecida sobre a desordem consentida.
O DEUS da minha fé nasceu numa gruta. Era judeu, foi perseguido por um rei estrangeiro, e caminhava errante pela Palestina. Fazia-se acompanhar por gente do povo; dava pão aos que tinham fome; luz aos que viviam nas trevas; liberdade aos que jaziam acorrentados; paz aos que suplicavam por justiça.
O DEUS da minha fé punha o homem acima da lei e o amor no lugar das velhas tradições.
Ele não tinha uma pedra onde recostar a cabeça e confundia-se entre os pobres...
O DEUS da minha fé não é outro senão o Filho de Maria, Jesus de Nazaré.
TODOS OS DIAS ELE MORRE CRUCIFICADO PELO NOSSO EGOÍSMO.
TODOS OS DIAS ELE RESSUSCITA PELA FORÇA DO NOSSO AMOR.
(Extraído do livro Salmos Latino-Americanos)
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Projeto Joana combate o tráfico e a violência doméstica contra brasileiras na Holanda
Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Dentre os motivos para a imigração, ela apontou, em primeiro lugar, o "romantismo”. "Eu recebi uma informação do consulado brasileiro de que a média de casamentos de brasileiras com holandeses é de sete por mês. É muita coisa”, comenta. Em segundo lugar vem o sonho de uma vida melhor no exterior, com um emprego supostamente mais rentável.
Fonte: http://www.adital.com.br/
Jornalista da ADITAL
Era 2006. A jovem brasileira Joana havia sido traficada para a Holanda e trabalhava como dançarina numa boate. Trancafiada no local, Joana morreu num incêndio. Em homenagem a ela e para enfrentar o tráfico e a violência doméstica contra brasileiras na Holanda, a ONG Casa Brasil Holanda desenvolve o projeto Joana há três anos, com o patrocínio da agência holandesa de cooperação internacional, Cordaid.
No Brasil, o projeto está sendo apresentado em várias cidades pela presidente da Casa Brasil Holanda, Mara Parrela, numa jornada que começou ontem (26) e vai até o dia cinco de maio. Ela promove rodas de conversa sobre o tema e exibe o vídeo da campanha Brasileira não é souvenir exótico, lançado em 2009, com depoimentos de brasileiras que vivem na Holanda.
Mara explica que o objetivo do projeto é auxiliar as minorias exploradas. Ela alerta que não apenas brasileiras, mas também homens são explorados na Holanda. "Em relação à América Latina, o Brasil está sempre no topo dos que mandam imigrantes para a Holanda”, informa.
Dentre os motivos para a imigração, ela apontou, em primeiro lugar, o "romantismo”. "Eu recebi uma informação do consulado brasileiro de que a média de casamentos de brasileiras com holandeses é de sete por mês. É muita coisa”, comenta. Em segundo lugar vem o sonho de uma vida melhor no exterior, com um emprego supostamente mais rentável.
Com isso, a violência doméstica seria o maior risco atualmente, apresentando um número crescente de casos nos últimos três anos. "Hoje, muitas brasileiras estão casadas, têm filhos. A mulher fica vulnerável: está num país onde não conhece ninguém, tem um filho com o marido. Quando sofre a violência, passa por humilhações para não se separar da criança”, conta. Devido ao entendimento diferente da lei holandesa e da brasileira sobre a guarda dos filhos, muitas mães são forçadas a permanecer no país.
No tocante ao tráfico de brasileiros, Mara afirma que houve uma intensificação do na década de 1990, a partir da globalização, da internet e dos os vôos charters. Entretanto, houve uma diminuição do crime, recentemente. Ela citou os dados da organização holandesa CoMensha, que registrou duas ocorrências neste ano. "Mas a gente acha que pode haver mais casos”, advertiu, explicando que, por vezes, as denúncias de tráfico não são feitas.
Caso a mulher deseje, uma das maneiras de retornar ao Brasil é participar do programa Retorno sob medida. Promovido pelo parlamento europeu, concede microcrédito às mulheres que queiram voltar ao país, porém, elas devem ter um projeto para empreender na terra natal.
Mara aproveita a vinda ao Brasil para visitar mulheres que conseguiram retornar ao país com a ajuda da ONG e também recolhe depoimentos para o vídeo da próxima campanha do projeto, Caminho de volta, sobre o retorno (voluntário ou não) após uma experiência no exterior diferente da esperada.
Para assistir ao vídeo da campanha Brasileira não é souvenir exótico, acesse: http://www.casabrasilholanda.nl/
Casa Brasil Holanda
Criada por brasileiros em 1997, com sede na cidade de Dordrecht, a Casa Brasil Holanda seria um espaço de integração entre brasileiros que moram nos Países Baixos. Porém, em pouco tempo transformou-se num espaço que, além da integração, propicia apoio psicológico e jurídico aos brasileiros, por meio do trabalho de voluntários.
A ONG também trabalha em parceria com a Organização Internacional das Migrações (OIM), que financia a volta de repatriados – dentre os quais muitos brasileiros – e mantém parceria com o Consulado Brasileiro.
Mara Parrela, membro-fundadora, está há 15 anos na Holanda e lançou o livro Aqui e lá (Sá Editora, 2008) sobre sua vivência como imigrante.
Fonte: http://www.adital.com.br/
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Eu tenho um nome e me chamo MULHER
Fernanda Priscila Alves da Silva*
Era tarde de março… Mais um encontro para acontecer. Mulheres chegando e adentrando a casa, trocando olhares, trocando sabores e cheiros.
Era tarde de março e havia um tema proposto: Importância e significado do próprio nome na história.
O encontro iniciou com a acolhida de sempre e sentindo-se em casa cada mulher foi convidada a dizer seu nome em voz alta e falar de si mesma. Eu me chamo… Eu sou Mulher. O tom era firme e forte. Mulheres tomando a palavra. Mulheres fazendo outros corpos sentirem sair de si um força estranha, uma força geradora de vida. Força esta que um dia Jesus mesmo sentiu em seu corpo ao ser tocado por aquela mulher que há doze anos sofria de uma hemorragia que não a deixava viver.
Ditas as palavras, cada uma das mulheres presentes naquela tarde de março foi convidada a desenhar seu próprio nome. Desenhar, rabiscar, contornar… E assim, cada uma das mulheres desenhou seu próprio nome e em seguida compartilhou com as outras o sentido e significado do mesmo. Desse modo, se ia formando com os nomes das mulheres a palavra MULHER. Ser Mulher e ter um nome… Algo de um significado especial para aquelas mulheres da batalha. Elas que muitas vezes ocultam seus nomes, o proclamavam naquela tarde com a força de SER MULHER.
Aos poucos o grupo foi tomando a palavra, ou seja, tomar a palavra enquanto MULHER ganhou outro contorno. De mãos dadas as mulheres escutaram e meditaram o texto de Jo 20, 11-16, aonde mostra Jesus chamando Maria pelo nome e assim pelo tom de voz se reconhece quem se chama.
Pelo tom de voz se identifica quem chama e como chama esta foi a reflexão e partilha das mulheres. Uma delas dizia: “Quando ele chegava lá em casa daquele jeito eu já sabia, ele tinha bebido e aquela voz me incomodava… era horrível. Mas chegou um dia que eu não quis mais ouvir aquele tom de voz. Então eu falei: Chega!!!” (sic). Outra mulher refletiu: “Mas tem voz boa também. Jesus chama Maria com força e é por causa do amor que ela reconhece ele.” (sic). À medida que as mulheres iam falando a rede ia sendo tecida, ou melhor, a vida sendo costurada, interligada ao som de vozes e lembranças. Em meio às partilhas uma mulher gritou: Eu tenho um nome e me chamo Mulher. Em seguida todas as mulheres aplaudiram concordando e repetiram: Eu tenho um nome e me chamo MULHER.
Era tarde de março e no encontro com Madalena, a beira do túmulo, tendo coragem de olhar lá dentro cada mulher pôde de novo se encontrar consigo mesma e assim encontrando consigo mesma se encontrava com a outra. Mulheres tomam a palavra enquanto a Palavra recria vida.
O encontro foi terminando, mas ao mesmo tempo dando continuidade. A força criadora da Palavra continuaria fortalecendo a vida e assim poetizando com Madalena seguiremos cantando:
Maria, minha irmã Venho nesta manhã contigo bendizer
A vida que renasce, o sonho que permanece
A luta, a utopia que não se deixa morrer
Quero também eu inclinar-me
Quero também ter coragem de abaixar
Perceber que é possível o túmulo olhar
assim então em ti Senhor abandonar-me
Quero correr os campos
Atravessar as montanhas,
Banhar-me em teus rios
Enxugar meu pranto
Escutar meu nome pronunciado
Vem comigo então Maria
Vem e ensina-me
Mostra-me tua coragem
Pois desejo também eu amar como tu amas
Desejo também percorrer as vinhas
Saltar as janelas para encontrar-me com o Amado
Desejo escutá-lo…
Ouvir a voz do jardineiro: do Deus cuidador
Àquele que toca minhas raízes
E aprofunda meu ser em tuas terras
Meu Deus, Meu Amado, Meu Redentor
Eis que estou aqui minha companheira
Minha querida Madalena
Também quero escutá-lo a pronunciar meu nome
E assim reconhecê-lo
E assim voltar-me-ei aos campos
A bendizer e proclamar
Que também eu vi o Senhor
Também eu senti teu amor
* Fernanda Priscila é integrante do projeto Força Feminina e acompanha profissionais do sexo em Salvador/BA. É autora do livro Estações do Crer.
Homens contra a violência machista
Crescer o número de homens argentinos que combatem a violência de gênero. Em 2011, estão participando na campanha ‘260 homens contra o machismo’, impulsionada pelo governo nacional, que visibiliza os feminicídios que aconteceram em 2010. Ao aderir, os homens se comprometem a não exercer práticas machistas. Essa política soma-se à campanha ‘Laço Branco’ e a outros espaços onde os homens refletem sobre suas masculinidades e propõem ações concretas a favor da equidade de gênero.
Na Argentina, cada vez são mais os homens envolvidos na busca da igualdade de oportunidades, destacando sua participação na luta contra a violência de gênero. Para eles, introduzir-se nesses temas não é fácil porque começam a ser isolados por seus próprios pares nos espaços que frequetam. Também são duramente criticados devido a que questionam a situação de privilégio que a sociedade lhes destinou em detrimento da mulher. Nesse contexto, crescem atividades que, anos atrás, eram inconcebíveis. Por exemplo, a campanha nacional ‘260 homens contra o machismo’, lançado no dia 28 de março na cidade de Buenos Aires. A cifra representa o número de argentinas assassinadas violentamente por seus companheiros, ex-companheiros ou outros familiares em 2010, e surge do registro de casos realizado pelo Observatório da Sociedade Civil sobre Feminicídios na Argentina Adriana Marisel Zambrano.
Essa campanha é impulsionada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e persegue o objetivo de erradicar a violência contra as mulheres, envolvendo aos homens na tarefa de transformar o machismo que para eles pode ser opressivo, enquanto que para elas pode significar a morte. Essa ação conseguiu a participação de funcionários de diferentes lugares, como o Ministro da Economia, Amado Boudu ou o titular de Aerolíneas Argentinas, Mariano Recalde; como também de outros dirigentes que, possivelmente, estejam interessados nas possibilidades de promover suas candidaturas eleitorais; porém, que, sem dúvida, contribuem para visibilizar o problema da violência de gênero devido à sua representação no âmbito político.
A campanha está conseguindo adesões em todo o país. No dia 5 de abril, Morón aderiu, conseguindo uma participação massiva. A cidadania dessa localidade ganhou mais consciência sobre as iniqüidades de gênero que o município instrumenta há anos. Nesse sentido, foi chave o envolvimento de Martín Sabatella, quando esteve na Prefeitura. Atualmente, é deputado nacional e foi quem impulsionou a adesão de Morón à campanha, conseguindo o apoio do atual chefe municipal Lucas Ghi. No ato que realizou-se na praça principal, Sabatella destacou a estratégia de comprometer os homens porque "os direitos das mulheres ou a violência contra as mulheres são temas de todas/os e a luta pela equidade permitirá construir uma sociedade distinta”.
Por outro lado, o coordenador geral da Fundação Buenos Aires Aids, Alex Freyre, uma das personalidades comprometidas com a política impulsionada pelo Ministério de Desenvolvimento Social nessa matéria, disse que no país está acontecendo uma revolução cultural e combater o machismo é parte dessa revolução. Esclareceu também que a quantidade de vítimas de violência de gênero é maior do que 260, uma vez que os registros de casos se baseiam em divulgações dos meios de comunicação. Não existem cifras oficiais sobre esse problema.
Em Morón, foram vistos ao redor de 300 homens levantando cartazes nos quais se liam os nomes e os lugares de origem das vítimas de feminicídio. O coordenador geral da Dirección de Políticas de Género do município, Leonardo Di Dio, também levantou um cartaz e assinou o documento mediante o qual os envolvidos se comprometem a lutar contra a violência de gênero e a não exercer o machismo. "Não conhecia o enfoque de gênero e o incorporei quando comecei a trabalhar na Prefeitura de Morón, em 2004; fui conhecendo o problema da violência machista ou de gênero e a novidade de impulsionar, a partir das políticas públicas, uma mudança cultural, combatendo os estereótipos e gerando condições mais equitativas para homens e mulheres”, disse o funcionário a Artemisa Notícias.
Di Dio foi percebendo que aspectos muito negativos do machismo, como a desvalorização do outro gênero, estavam condicionando seu comportamento, a começar pela piada degradante. Entendeu rapidamente que o machismo é uma forma de interpretar o mundo partilhado tanto por homens quanto por mulheres e os feminicídios são uma expressão extrema dessa perspectiva cultural, onde as mulheres são as principais vítimas. "Antes, eu pensava que os homens ocupávamos naturalmente a maioria dos postos de tomada de decisão no âmbito público e também nas empresas porque tínhamos mais méritos. Creio que a primeira coisa que devemos conseguir é reconhecer que internalizamos esses preconceitos e que, apesar de sermos conscientes de que a violência e a discriminação existem, nós mesmos reproduzimos esses comportamentos. É saudável reconhecer-se machista porque isso te permite refletir, começar a ter um olhar critico e modificar esses comportamentos. As coisas que antes eu naturalizava, agora questiono. Consegui contagiar a outros homens para que se somem a essa ideia de que a equidade de gênero trará um mundo melhor”.
Os homens que lutam contra o machismo terão benefícios porque os papeis e comportamentos a eles destinados segundo essa perspectiva cultural são opressivos. "Devemos ter coragem diante de qualquer situação ou força e não demonstrar emoções, tudo isso gera opressão”, diz o funcionário, que comemorou a realização de campanhas como a de ‘260 homens contra o machismo’, porque têm impacto público e sensibilizam à sociedade.
Não é a primeira vez que se realiza na Argentina esse tipo de ações. A convocatória da Fundação Casa Abierta María Pueblo, que recebe mulheres e crianças vítimas de violência familiar, foi pioneira, em setembro de 2010. Uns 231 homens se mobilizaram até o Obelisco em repúdio aos assassinatos de mulheres que aconteceram em 2009. Nessa oportunidade, Darío Witt, diretor da Casa Abierta María Pueblo, explicou aos meios que "os homens devemos assumir-nos como principais culpados por esse tipo de delitos”.
Fonte: http://www.adital.com.br/
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Sobre Madalena e aquela madrugada
Maria Soave
Madalena corria, o coração batia forte, o suor molhava o seu rosto, a alegria tomava conta do corpo da apóstola. A vida e o sonho voltavam a ser vivos no coração de Madalena.Parou um instante para retomar o fôlego. Os seus olhos profundos e escuros fitavam longe à procura de algo. Devagarinho deu uma volta sobre si mesma, deixando cair o manto preto que a cobria. Olhava e, no alto, mergulhava num céu cada vez mais claro onde ainda só brilhava uma estrela.
Um sorriso largo e uma gargalhada cristalina romperam o silêncio daquela madrugada. Finalmente, a tinha encontrado, tímida amiga do dia. Meiga presença fecundadora da terra, do mar, do corpo das mulheres... sinal de vida, libertação, ressurreição... Lua cheia da Páscoa do Senhor Jesus... “Alegrai-vos, mulheres e homens. Não tenhais medo. O Senhor ressuscitou! Aleluia!” (Mt 28,11).
Fonte: www.cebi.org.br
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